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Durcesio detalha planos e diz: ‘Botafogo não vai cair e não vai falir”

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Por FogãoNET

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Durcesio Mello, candidato a presidente do Botafogo
Divulgação

O Botafogo elegerá, na próxima terça-feira (24), seu novo presidente por meio de eleições em sua sede, com a participação de membros do quadro social do clube. O candidato eleito presidirá o clube no próximo quadriênio: entre 1° de janeiro de 2021 e 31 de dezembro de 2024.

Nesta quinta-feira (19), o ESPN.com.br inicia a publicação de entrevistas exclusivas com os candidatos na votação, iniciando com o empresário Durcésio Mello, da chapa Botafogo de Todos.

Qual seria a primeira ação tomada?

“Tem várias coisas que eu tenho que implantar. Uma delas, a mais imediata, a contratação de CEO. Quero fazer isso assim que eu assumir. Se eu pudesse escolher a primeira medida, no dia 2 de janeiro, já gostaria de anunciar o novo CEO, que vai gerir o Botafogo. Embaixo de um conselho diretor e de mim, eu quero anunciar. Já estamos trabalhando para isso, tenho headhunters para escolher esse profissional que vai comandar o Botafogo. E junto com ele vamos escolher o diretor comercial, diretor financeiro, que também serão remunerados. Então é acabar com a maioria das vice-presidências, tem algumas que são estatutárias, vamos manter, mas reportando ao CEO. Porque gastos só vão acontecer com a aprovação do CEO e as receitas ele também será o responsável, para gerar novo dinheiro ao Botafogo”.

O que acha da saída de Montenegro do clube?

“Primeiramente, o Montenegro merece sair do Botafogo. Ele está há vinte, trinta anos ajudando o Botafogo. Eu sou suspeito, porque sou amigo dele de infância, mas ele talvez, eu possa dizer, talvez seja o maior botafoguense da história do clube. É difícil falar isso, o maior, mas certamente está entre os três maiores da história botafoguense. Ele ajudou diversos presidentes e vem ajudando o Botafogo sistematicamente. Mas, aí entra a questão do modelo profissional. Quando você trata de um modelo profissional, a gente tem que acabar com as figuras de Montenegro e outros mecenas que ajudam o Botafogo. E não é dizer que ele não foi importante, é que num modelo profissional você não pode ficar vivendo de uma pessoa que: ‘precisa comprar Gatorade’, aí arruma um dinheiro aqui porque não tem dinheiro em caixa. Isso não pode ser dessa maneira. Eu nunca vou desprezar, muito pelo contrário, sempre vou pedir ajuda a ele, eu sei que ele vai me ajudar quando for preciso, mas ele vai se ausentar por umas férias justas, que ele merece, principalmente nesse último ano que foi muito pesado para ele. Mas não falo só do Montenegro, de outros também, que tem que ajudar o Botafogo de uma outra maneira. Com ideias, com investimentos, mas não ser o salvador da pátria. Isso tem que acabar. Agora, eu vou sempre usar a experiência dele, o conhecimento que ele tem de Botafogo, isso eu quero usar e vou usar”.

Como anda o projeto da SA? Tem um plano B caso falhe?

“Esse é um problema. O plano A (a S/A) chegou muito próximo de acontecer, muito próximo. Faltou pouco dinheiro, mas não aconteceu. Aí foi para o plano B, que inclui investidores do mundo inteiro. Porque até então, no plano A, era basicamente de botafoguenses apaixonados pelo clube, ajudam sempre o clube e iam botar dinheiro. Um bota dois milhões, outro bota cinco, três… e se tornam sócios de uma empresa que vai tocar o futebol do Botafogo. Eu acredito assim: ou sai a S/A, ou sai a S/A. Não tem outra solução. Quando eu falo S/A ou SPE, o que for. Mas tem que sair. Porque a gente não vai ter condições. Não é por falta de receita, porque receita o clube tem, mas é tudo bloqueado e penhorado. Nós temos para o ano que vem, por exemplo, a premiação da colocação no Campeonato Brasileiro, vamos dizer que a gente fique em 12º, por exemplo, aí tem uns 20 milhões da televisão, mais o PPV que é pago depois, tem o Campeonato Carioca que ainda tem modelo indefinido, porque foi rompido com a Globo, e tem o dinheiro da primeira cota, que é igual para os vinte clubes. Então dinheiro tem, mas está tudo bloqueado. Por isso que se falou, é um negócio que me dá arrepio, mas se falou em recuperação judicial, porque talvez seja a única solução. Eu espero que não. Tenho pânico só em pensar nisso. Não vou descartar, porque se amanhã não tiver jeito… mas a experiência mostra que várias empresas que entraram em recuperação judicial acabaram fechando. Porque a recuperação judicial você tem um provisionamento de receita para pagar, tem uns compromissos para atender, um síndico para administrar… então é muito arriscado e eu não gostaria de pensar nisso. Como otimista que sou, gostaria de pensar que vai sair a S/A ou SPE. Assim o futebol é separado do resto do clube, e aí o novo presidente vai ficar apenas com as sedes sociais e os esportes olímpicos”.

Quais são seus planos para rentabilizar o Estádio Nilton Santos?

“Existe uma frase do cara que foi do Barcelona e hoje está no Manchester City, que ele fala que aquela bola não entra por acaso. E um dos capítulos é sobre o estádio. E ele diz que o estádio não pode funcionar apenas uma vez por semana. O estádio tem que funcionar pelo menos cinco dias por semana. Nem que seja com atividades diferentes. No Camp Nou, por exemplo, você tem uma visita ao campo… é uma área central, Barcelona é uma cidade muito visitada e é uma fonte de renda enorme para eles. Você visita o estádio, o museu, tira foto e entra na loja para comprar. A gente tem um estádio mais longe, mas tem ‘N’ coisas para fazer e tornar o estádio viável. Tínhamos um projeto lá atrás, não era meu, mas ouvi falar que tinha, de uma universidade interessada em se instalar lá, pagar um aluguel. Aí você coloca um PoupaTempo lá, que não só gera movimento no estádio, como traz outros segmentos. Se você coloca um PoupaTempo, por exemplo, você vai ter um fluxo de mil/duas mil pessoas por dia que vão usar o estacionamento, aí você traz um casa do Pão de Queijo, uma farmácia, aí você aluga espaços voltados para fora e dentro do estádio, aí vira um mercado. Você vira um ‘shopping’. E fazer atrações, escalada, tirolesa, temos que fazer alguma coisa e temos várias ideias para fazer isso no estádio. Isso é fundamental. E também no dia do jogo fazer o matchday. Fazer atrações. Você vai em jogos pelo mundo que no dia do jogo tem atividade para crianças, food trucks, banda tocando, ‘N’ coisas para atrair o cara e ficar no entorno ou dentro do estádio consumindo, cervejaria, restaurante. Tem que movimentar o estádio, fazer ele funcionar cinco dias por semana. A gente tem várias ideias que já estão aí. Tem ideias que nem são minhas, outras eu, como empresário, fico bolando, é fundamental para você manter o estádio e fazer ele lucrativo. Hoje é um peso. Se empatar a despesa já é demais. Se botar atividades que empatem a manutenção do estádio, já é uma vitória. Mas dá para ganhar dinheiro”.

Como avalia as movimentações recentes do Botafogo no mercado, principalmente, pelas chegadas de Kalou e Honda?

“Eu, particularmente, gostei muito. Kalou e Honda não foram operações caras, eles podem trazer muito em marketing e também experiência. Tem que lembrar que temos um time muitíssimo jovem, então os dois trazem experiência a esse time. Já é uma boa operação aí. E eu acho que eles podem ajudar o time, sim. Você pode dizer que o Kalou entrou fora de forma, não mostrou serviço ainda, mas eu acho que ele ainda vai ajudar muito o Botafogo. Ele é diferenciado. Não dá para julgar pelas atuações que a gente viu, mas um cara que jogou pelo Chelsea, Hertha Berlin, ganhou Champions League, não é um cara desprezível. E o Honda a mesma coisa, três Copa do Mundo. Esses caras trazem uma bagagem e uma qualidade técnica que podem ajudar o Botafogo. Eu não acho ruim, não. Sou defensor dessas contrações”.

Existe um planejamento de criar uma equipe de inteligência para mapeamento do mercado?

“Com certeza, isso é o que o Botafogo, no momento, porque poderemos voltar a investir em breve, se Deus quiser, mas a nossa solução é trazer jogadores que apareçam em Série B, Campeonato Carioca, tentar trazer com contrato, para que amanhã ele possa valer um dinheiro e até ser um patrimônio do clube para renda, ou mesmo para usar o jogador no clube, vingar. Nem sempre é fácil trazer jogadores tarimbados, tem o peso da camisa, às vezes você pega um jogador de um time pequeno, mas a camisa é outra, aqui sente. O futebol não é uma ciência exata. Mas vai ter que ser isso, montar um time competitivo e com valores que possa virar moeda para a gente no amanhã”.

Como planeja tocar a gestão de outros esportes e do futebol feminino?

“Os outros esportes, vou citar cinco, que são minha prioridade inicial: remo, basquete, vôlei, pólo aquático e natação. Cinco esportes que já deram muita alegria. O Botafogo tem história neles, muito forte e eu quero resgatar isso. Agora, tem que ser com planejamento, patrocínio… o que não pode acontecer, mas lamentavelmente aconteceu, e eu não estou apontando dedo, é fazer um projeto sem começo, meio e fim, como no basquete, que eu amo. Então, você ficar contando com as coisas do tipo: ‘ah, eu tenho dinheiro esse ano e vou montar o time’. Não adianta. Se você não tiver planejamento para quatro, cinco anos, que essa verba vai existir, que seja um negócio sólido, você não consegue, perde tempo. Você não consegue ganhar no primeiro ano. É um projeto a longo prazo, o Léo Figueiró falava isso pra mim. Montam um time no primeiro ano, vai para o segundo, terceiro, melhora umas peças… ganha a Sul-Americana e no outro ano não tem time, não tem um centavo para colocar na equipe. A situação já é difícil no futebol, com verbas penhoradas, então a gente tem que fazer um projeto sólido, com começo, meio e fim, a longo prazo, para esses esportes de alto rendimento. Eu quero fazer. Isso você consegue com lei de incentivo ao esporte, com patrocínios, parcerias. Parceria com uniformes, outros fornecedores, patrocínio master e a lei do incentivo. Veja o Pinheiros e o Minas Tênis Clube, duas forças em esportes olímpicos no Brasil, 100% pela lei do incentivo. O próprio Flamengo já usa essa lei. O Botafogo não usa porque não tinha CND, outros inúmeros fatores que não tenho detalhes, mas infelizmente a gente não usa, mesmo com a marca que temos, muito forte por si só. Uma marca que tenho orgulho de mostrar lá fora, quando viajo, sempre levo uma camisa do Botafogo. Vou fazer um passeio e vou de camisa do Botafogo. É uma marca que me dá muito orgulho. O clube separando, o clube social vai ter CND. O faturamento será pequeno, mas vai ter CND. Tendo isso, você está apto a fazer um projeto para captar dinheiro para o basquete, vôlei, remo. Acredito muito que vamos conseguir e é uma das minhas metas prioritárias no Botafogo”.

Existe a possibilidade de o Botafogo ter que começar do zero?

“Não. Isso não vai acontecer. A gente não vai deixar acontecer isso. Você começar do zero é entrar na Série D do Campeonato Brasileiro, aí que vai para baixo mesmo. Deus me livre. A gente tem que fazer o futebol ser viável. E é o que eu falei anteriormente, dinheiro o futebol tem. Ele gera receita suficiente. Se você tirar as dívidas do Botafogo e esses bloqueios que tem, que tiram nosso dinheiro e vai para não sei quem, tal empresa… e não estou questionando a dívida, não. A dívida é justa. Deve, tem que pagar. Mas se você tirasse isso, num modelo hipotético, se o Botafogo não tivesse essas dívidas, o Botafogo é superavitário. O que gasta por ano no futebol e nas sedes, ele daria lucro. Aí acontece que esse lucro é tomado para pagamentos de ato trabalhistas, PROFUT, dívidas cíveis e trabalhistas que tem, que fazem o Botafogo ser deficitário. Se você consegue negociar essas dívidas e a S/A sai – e pra S/A sair tem que negociar essas dívidas – você passa a ter o futebol com uma receita bacana, que dá para almejar muito mais já no primeiro ano. Você passa de uma folha salarial x para 2x, que já fica TOP-8 no campeonato. A gente não vai cair, a gente não vai falir e a gente não vai ser rebaixado. Escuta o que eu estou te dizendo”.

Fonte: ESPN Brasil

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