O clássico entre Botafogo e Fluminense marca o primeiro duelo entre cariocas no Campeonato Brasileiro de 2019. As duas equipes vivem momentos distintos na competição, com o Alvinegro com duas vitórias seguidas e uma derrota, enquanto o Tricolor soma duas derrotas e uma vitória.

Neste sábado, às 16h, no Estádio Nilton Santos, Eduardo Barroca vai pela primeira vez encarar Fernando Diniz.Na entrevista coletiva desta sexta-feira, véspera do confronto, o treinado do Botafogo afirmou que vê semelhanças entre o seu trabalho com o do treinador rival.

– Me identifico muito com a forma como o Diniz pensa o mundo esportivo. Já tive oportunidades de pensar com ele. Me identifico quando ele fala que sofreu angústias como jogador. Procuro fazer minhas escolhas e tomar decisões pensando no lado do jogador, do indivíduo. Entendo que a forma dele de jogar e trabalhar assim como a minha tem uma conexão como pensamos o mundo esportivo e a vida em geral – disse.

Barroca vai comandar o seu primeiro clássico na carreira como técnico profissional e não esconde a ansiedade pela partida.

– É um sentimento muito especial, sou um carioca de Del Castilho. Na minha infância isso sempre me estimulou muito e fez a diferença para eu seguir esse caminho profissional. Mas quando começar o jogo, isso fica de lado. Estou muito feliz de trabalhar no Botafogo, dessa oportunidade, mas muito concentrado na responsabilidade que assumi. Meu foco nesse momento está canalizado para tudo o que falei – disse.

Confira outros trechos da coletiva de Barroca:

Dificuldades do clássico

Fluminense tem um time, apesar de jovens, com muita experiência. Alan e Caio Henrique jogaram comigo no Sul-Americano Sub-20 em 2017 no Equador… Pedro já com protagonismo nacional. Gilberto passou pela base do Botafogo. Tem aqueles formados no Fluminense que sempre foram referências a nível nacional como Calazans, Mascarenhas, Frazan, Daniel, atletas de nível de seleção na base. Vai ser um jogo difícil pelo nível dos jogadores e pela coletividade que o Flu tem já em nível avançado.

Importância de vencer

Pensando na competição em especial, mais importante do que ganhar clássico é a chance da terceira vitória em quatro jogos. Quando começamos, deixamos claro que precisávamos dar o máximo até a pausa da Copa América. Para, aí sim, redesenhar e ganhar uma coletividade maior. Terceira vitória seria muito especial. Sabemos que é um jogo muito difícil, adversário que costuma se impor, treinador com ideia consolidada de trabalho, coletividade avançada. Temos condição de nos superar. A forma como os jogadores vem se dedicando me dá confiança.

Desfalques

Gilson e João Paulo estão com desgaste muscular. Não vou conseguir dar a escalação, porque dependemos do processo de recuperação deles.

Fonte: Extra Online