Após trocar Sassá por Marcos Vinícius, o Botafogo ficou com poucas opções para o ataque. Roger virou titular absoluto e tem dado conta do recado. Porém, caso o camisa 9 vire desfalque, o técnico Jair Ventura pode até ter de mudar o esquema para escalar a equipe. O objetivo inicial era trazer um reforço, mas o presidente Carlos Eduardo Pereira não demonstra muita empolgação com essa possibilidade.

Hoje o Botafogo tem um limite orçamentário e não pretende ultrapassá-lo. Tendo isso em vista, a diretoria abriu negociação com alguns nomes. O primeiro alvo foi Brenner, que foi reintegrado ao Inter após lesão de Potker. Em seguida, Luciano ficou bem encaminhado, mas o empresário pediu luvas e não houve acordo com o Alvinegro.

Por fim, a diretoria conversou com Aylon, do Internacional. Embora esteja emprestado ao Goiás, na Série B, o jogador tem uma cláusula no contrato que o libera em caso de proposta de times da Série A. Novamente, no entanto, o Botafogo não chegou a um acordo e cancelou as tratativas.

Misterioso sobre o futuro do Botafogo em relação a reforços, o presidente Carlos Eduardo Pereira comenta a situação financeira do clube. Ele diz não estar focado em contratações no momento e mostra felicidade com o atual elenco, mas nega que o grupo esteja fechado.

“Não estou focando [em reforços] até porque temos uma limitação orçamentária muito grande. Não dá para extrapolar. Se eu extrapolar o limite do Profut, respondo com meus bens pessoais. O esporte mudou. Não tem mais isso. A torcida ainda tem aquilo de ‘ah, você deve ser ousado’, mas não tem mais como fazer esse tipo de coisa. A lei não permite exageros, é preciso cumprir sua programação”, explicou Pereira ao UOL Esporte.

Por mais que ele seja curto, no entanto, o Botafogo ainda tem espaço no orçamento. A questão é que para fechar com o Alvinegro o possível reforço deve se encaixar nas finanças do clube. Um centroavante pode até pintar num futuro breve, mas o cenário parece mais complicado neste momento.

Fonte: UOL