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Jefferson: ‘Pegamos o gostinho da Libertadores. Botafogo terá ano excelente’

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Figura constante nas convocações da seleção brasileira desde 2010, Jefferson pode até se dar ao luxo de ficar do clássico desta tarde, contra o Fluminense, no Maracanã, pelo Campeonato Estadual. O camisa 1 sabe que só terá lugar definitivo na Copa do Mundo quando o técnico Luiz Felipe Scolari divulgar a lista final dos convocados. Mesmo tentando conter a ansiedade, porém, ele já se vê no Mundial. Em entrevista exclusiva, o camisa 1 alvinegro alerta para a necessidade de o Brasil esquecer o trauma de 1950, sai em defesa de Barbosa, crucificado pela derrota para o Uruguai em pleno Maracanã, e aposta em um ano especial por ver o Botafogo também com chances de conquistar a Libertadores.

É difícil conter a ansiedade estando tão perto da Copa do Mundo?

Tenho tentado deixar acontecer naturalmente. A ansiedade existe, mas tenho que saber controlar, até para não atrapalhar no dia a dia. Acredito que o que é meu vai ser meu e ninguém vai tirar. Penso na Copa mais quando estou na seleção, o ambiente lá é para isso mesmo. Quando estou no Botafogo, tento esquecer um pouco.

Você já se considera na Copa?

Todo jogador que está sendo convocado pensa isso, comigo não é diferente. Estou trabalhando para fazer parte do grupo, estar à disposição, mas sempre com os pés no chão, respeitando a decisão do Felipão. Sei do espaço que tenho na seleção e não é de uma temporada só. Já vem de um bom tempo, desde a convocação em 2010. Agora chegou o momento de colher os frutos.

Goleiro é uma posição de confiança do técnico, e o Felipão já antecipou a convocação do Julio Cesar. Isso mexe de alguma forma com você?

O mais importante é estar no grupo. Todo mundo quer jogar, mas tem que respeitar quem está lá. Acho que ninguém pode ir com esse mentalidade de que só serve ser titular. Se todos pensarem assim, não engrena. Aí já entra um certo tipo de trairagem, não é legal. Estando no grupo, busca-se o espaço nos treinos e mostra que tem condições de ser titular. Estar no grupo é importante e mais ainda é ser campeão. Ser for titular, melhor ainda.

No seu sonho mais distante imaginava jogar uma Copa do Mundo e ainda por cima no Brasil?

Todo jogador imagina estar em uma Copa. É algo que procurei construir desde os 17 anos quando subi para o profissional. Sempre sonhei com uma Copa, ser o melhor goleiro do mundo. Acho que precisamos sonhar para construir o futuro. Este ano está sendo muito especial para mim. Espero aproveitá-lo bem.

Existe um peso a mais pelo fato de a Copa ser no Brasil?

É outra história. Nada vai apagar 1950, mas a gente vai construir a nossa história. São outros jogadores, outra época, não temos que pegar nada do passado. Sabemos da nossa responsabilidade de jogar em casa, mas tem que ser natural, não podemos carregar um peso além do que podemos suportar.

O Barbosa morreu carregando a culpa pela perda da Copa de 1950. Como goleiro, você consegue imaginar o que ele passou?

Se um dia eu tivesse podido conversar com o Barbosa, diria para ele não carregar essa culpa toda. Ele não jogou sozinho e foi crucificado por um erro. Mas o que o Barbosa fez pelo futebol foi muito além do que aquela infelicidade na final.

O Botafogo vive um ano especial. Você consegue pensar no Estadual, mesmo tendo a Libertadores e a Copa pela frente?

A gente tem que respeitar as competições. Eu particularmente respeito o Carioca, foi o campeonato que me deu a oportunidade de ir pra seleção depois de 2010, quando peguei aquele pênalti do Adriano. É um ano para me preparar muito. Particularmente, tem Libertadores e Copa. Estou pronto para tudo, para quando o time precisar, mas seguindo o planejamento da comissão técnica para não sobrecarregar nas partidas.

Você não joga o clássico, mas o Diego Cavalieri, que também briga por uma vaga, estará em campo. Qual conselho você dá a ele?

Sou amigo particular do Diego e do Vitor (Atlético-MG) também. Respeito muito os dois, a nossa rivalidade é no campo. Fora, a amizade é grande. e não tenho que torcer contra eles. Desejo para o próximo o que desejo para mim. Admiro o Diego pela postura, pelo profissional que ele é. O conselho é ter tranquilidade e trabalhar normalmente no dia a dia. A seleção estará bem servida com quem for chamado.

O que o torcedor pode esperar do Botafogo este ano?

A gente está muito motivado e com uma expectativa muito grande na Libertadores. Chegaram jogadores importantes para a competição e vamos dar a vida para sermos campeões. Estamos pegando o gostinho da Libertadores. Se não der, vamos com tudo na Copa do Brasil e no Brasileiro para voltarmos ano que vem. Mas, pelo que sinto do grupo, o Botafogo terá um ano excelente.

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