Uma decisão da 4ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro ainda no mês de dezembro que tornou sem efeito as reuniões do Conselho Deliberativo pode atrapalhar os planos de o Botafogo se tornar clube-empresa. É o que informou nesta segunda-feira o Blog da Gabriela Moreira, do site Globoesporte.com.

O juiz Bruno de Paula Manzini determinou que o Estádio Nilton Santos, administrado pela Companhia Botafogo, não pode fazer parte da negociação pelo fato de a empresa ser devedora solidária do clube de débitos trabalhistas. Essas dívidas ficariam sem quitação caso o clube transfira os direitos para outros.

Além disso, pelo entendimento do juiz, “a tentativa de transferência a terceiros do principal ativo da sociedade” revela-se uma “fraude a execução”. No despacho do dia 12 de dezembro, está escrito que o Botafogo deve cerca de R$ 2 milhões ao ex-atacante Reinaldo, que jogou no clube em 2009. E é no âmbito deste processo que a suspensão foi determinada.

A decisão proibindo a votação do projeto chegou a General Severiano ainda antes do início da sessão do dia 12. No documento, a Justiça determinava o pagamento de uma garantia no valor de R$ 2 milhões, caso o clube quisesse prosseguir com a votação. Porém, segundo o processo, a determinação não foi cumprida. No dia 27 de dezembro, quando ocorreu a segunda votação, um novo despacho foi emitido.

No relatório, o oficial de justiça informa que o presidente do Conselho Deliberativo, Edson Alves Júnior, foi o único encontrado no clube. A presença do oficial de justiça e a proibição da exploração do Nilton Santos constam da ata da Assembleia.

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Fonte: Blog da Gabriela Moreira - Globoesporte.com