Após longo período sem jogar, o meia Daniel Carvalho voltou ao Botafogo e assumiu o papel de protagonista na campanha do acesso antecipado à Série A do Campeonato Brasileiro. O jogador de 32 anos foi o líder em assistências do time na Série B, com oito passes para gol, inclusive o do acesso, marcado por Ronaldo na vitória sobre o Luverdense. Em longa entrevista ao site Globoesporte.com, Daniel, entretanto, contou que ainda não foi procurado pela diretoria para renovar – seu contrato vai até o fim do ano.

– Ninguém me chamou. Eu também não vou sair atrás, até porque não cabe. Existe um contrato, que eles têm de dar uma posição até 30 de novembro. Eu estou tranquilo. Brinco, “voltei para o mercado”. Se eu não ficar no Botafogo, acho que tenho condições de continuar jogando em outro clube. Onde, eu não sei. Estou tranquilo, estou contente nesta reta final. Se eu continuar no Botafogo, legal, vou ficar com o maior prazer e satisfação. Se eu não ficar, vou continuar torcendo. Tomara que faça um grande trabalho na Série A. Mas o importante é que estou feliz. Sei que não preciso ficar com uma pulga atrás da orelha para provar para alguém que tenho potencial para jogar ano que vem. O que estou fazendo nos últimos meses me dá credibilidade para me considerar um jogador de novo. Coisa que não fazia nos últimos anos, pouco antes de parar – disse.

Daniel Carvalho também explicou a polêmica ocorrida no jogo contra o Criciúma, no último sábado, quando foi substituído reclamando de que ninguém falou para ele do que devia acontecer. Naquele mesmo dia, o técnico Ricardo Gomes afirmou que a questão era se deveria ou não ter forçado o terceiro cartão amarelo. Daniel não forçou e acabou atuando contra o Luverdense, onde foi fundamental. E afirmou que convive com dores e, por isso, precisa descansar de cinco em cinco jogos.

– Existiu essa polêmica. Todo mundo falou que eu ia forçar o cartão. Mas, às vezes, as pessoas não sabem, não convivem conosco no dia a dia… Eu e o Ricardo já tínhamos conversado, comissão técnica também, que a cada quatro ou cinco jogos que eu viria em sequência, ficaria de fora do próximo. Isso porque, no decorrer do ano, sempre sentia uma lesão muscular após o quinto jogo. Contra o Criciúma eu estava indo para o quinto jogo. Foi algo combinado para eu não forçar a musculatura. Já vinha desgastado, já vinha sentindo um desconforto. No jogo, estávamos perdendo, eu fui ser substituído, não sabia o que era para fazer, se era para tomar ou não. O combinado era para tomar, mas nós estávamos perdendo, ficando sem o acesso… Então saí normal, saí correndo e não tomei o cartão. Mas deu a coincidência. Fui para o sexto jogo (contra o Luverdense) e senti a coxa de novo. Às vezes as pessoas têm maldade em julgar, achando que queremos receber o cartão ou ser poupado por sacanagem. Não é isso. Existem algumas coisas que conversamos internamente e temos de resolver depois. No meu histórico, a cada cinco jogos, eu sinto uma lesão muscular. Era para descansar um jogo e poder jogar na outra semana. O resultado não permitiu, fomos para o jogo, senti a coxa, mas ao menos consegui dar o passe do acesso. Acho que ficou de bom tamanho (risos) – explicou.

Fonte: Globoesporte.com