Outra paixão desse [Carlos Eduardo Pereira] empresário bem-sucedido do ramo imobiliário, de fala mansa e tom cordial e polido, são os livros de história e automobilismo. “Sou admirador do Emerson Fittipaldi. É o meu grande ídolo. Agora temos o Felipe Nasr, que é botafoguense e uma grande promessa”, comemora.

Os principais objetivos do presidente são recuperar a credibilidade do Botafogo e resgatá-lo do inferno da Segunda Divisão. Uma missão difícil em um clube que tem praticamente todas as receitas penhoradas pela Justiça e dívidas que superam os R$ 700 milhões: “A dívida dobrou na gestão do Maurício Assumpção. Descobrimos outra dívida de R$ 20 milhões com a Odebrecht, que não consta na nossa contabilidade. Onde está esse dinheiro? Vamos contratar uma auditoria, nada será varrido.”

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Se não bastasse a herança maldita, a atitude da antiga diretoria também é motivo de críticas: “Não fizeram transição. Recentemente, descobri que a CBF tinha colocado um carro a nossa disposição e que o Engenhão abrigava uma fábrica de gelo, sem registros.”
Sem recursos, Carlos Eduardo vai cortar gastos pela raiz e buscar receitas: “A turma do Maurício é grande e será afastada. Vamos renegociar o dinheiro da camisa e do material esportivo.” Para a recuperação financeira, o Engenhão é fundamental. “Faremos parcerias com outros clubes nos dias em que não formos jogar. E tem o naming rights do Engenhão, que será o estádio da Olimpíada”.

Outra aposta é a torcida: “Vamos criar um plano de sócio-torcedor muito agressivo. O dinheiro será destinado apenas ao futebol. O clube esgotou sua capacidade de endividamento, mas tem horizontes. O Botafogo é uma marca muita forte. É muito maior do que todos nós.”

Fonte: Blog Observatório da Bola - Márcia Vieira - O Dia Online