O melhor remédio é o tempo. Clichê? Frase batida? Não para Luis Ricardo. O lateral direito do Botafogo completa, neste domingo (04), nove meses longe dos gramados. No dia 04 de setembro do ano passado, o jogador fraturou o tornozelo esquerdo e, desde então, não entrou mais em campo.

A princípio, a previsão do retorno de Luis aos gramados era de quatro meses. Porém, o tempo foi passando, e a volta do lateral direito aos jogos do Botafogo foi ficando cada vez mais longe.

Entretanto, junho chegou e, segundo o próprio Luis Ricardo, vai ser o “mês chave” para a então sonhada volta aos gramados. Em um bate-papo com a reportagem do Esporte Interativo, o lateral direito falou sobre tudo: período sem jogar, resenha com Jefferson, deixou claro o interesse na renovação de contrato, que vai até dezembro de 2017, e revelou expectativa de ser inscrito na Libertadores.

Nove meses longe do gramado. Qual é o sentimento durante esse tempo?

​Foi um tempo árduo… Está sendo um tempo árduo. Não é fácil ver os meus companheiros jogando em alto nível e eu só podendo ajudar fora. Mas o que mais motiva é saber que estou em um grupo vencedor. Um grupo sensacional. Isso me motiva muito mais para que eu possa me recuperar o mais rápido possível e fazer parte de tudo que o nosso time está conquistando.

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O que falta para você voltar a jogar?

Eu gostaria de ter voltado antes. A previsão inicial era de quatro meses. Infelizmente ela (a lesão) acabou se alastrando e hoje completa nove meses. Eu acredito que está faltando pouco. Claro que faltam algumas coisas para serem feitas. Estou muito motivado. Espero que esse mês já consiga fazer um trabalho de transição. Acredito que esse mês vai ser o mês chave para ficar disponível para os jogos.

Acha que volta esse mês?

Bem provável que sim. É difícil eu te dar certeza, mas com certeza esse mês eu já volto a treinar com o grupo. Aí começo a fazer os trabalhos necessários para a readaptação. Mas esse mês vamos ter boas notícias a respeito do meu trabalho.

Recentemente, o Botafogo promoveu mudanças no departamento médico. Essa troca afetou na sua recuperação?

Não, de forma alguma. Tanto é que quando aconteceu a mudança, eu tava fazendo todo os trabalhos planejados, no mesmo processo. Com a chegada dos outros (médicos), a gente continuou todo o planejado. A saída dos médicos foi algo feito pela diretoria e não influenciou em nada na minha recuperação.

Nasa redes sociais, você postou vídeo fazendo exercícios na areia. Faz parte da recuperação?

Todo o trabalho que a gente tem feito está sendo monitorado pela fisioterapia e também pelos médicos. Nada que eu tenha feito fora do Botafogo eles estão cientes. Sempre tenho um profissional me acompanhando.

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Como está sendo assistir à Libertadores fora dos gramados?

É muito difícil. A gente saber que nós, jogadores, precisamos jogar para dar continuidade na carreira. é importante para a auto estima. Mas não adianta nada eu fura os obstáculos e regredir na lesão. A gente tem feito reuniões semanais para pensarmos na recuperação. Faço trabalhos pensando em voltar em alto nível. Por mais que eu esteja fora, eu estou trabalhando forte. Quero que as pessoas saibam disso. Estou muito focado.

O seu contrato vai até dezembro deste ano. Já iniciaram as conversas para a renovação?

Sinceramente ainda não. Mas o meu empresário e a diretoria do Botafogo conversaram no sentido para analisarem a minha situação. E eles (diretoria) falaram que vão ver sim, mas não tem nada de concreto. A gente  que está na bola há muito tempo, a gente sabe que precisamos jogar para despertar o interesse da diretoria. Então, como eles têm me dado todas as condições para melhorar, acredito que vão me ajudar, no sentido de prorrogação de contrato.

Então, por você, vai acontecer a renovação?

Poxa vida… (risos). Se falasse para mim agora assinar, eu assinaria. Eu tenho um carinho muito grande por esse grupo. Infelizmente não estou fazendo parte dentro de campo, mas não porque eu não quero. Me machuquei jogando. Vou dar a volta pro cima.

O Jefferson também ficou longo período sem jogar. Havia uma conversa entre vocês para ver quem voltaria primeiro?

Nós brincamos no sentido da Libertadores. Eu não estou inscrito, ele (Jefferson) também não e agora a gente, olhando para as oitavas, nós entendemos que há possibilidades de sermos inscritos. A gente brinca no sentido que vamos voltar. Nós lutamos e ajudamos para chegar nesse momento. A gente quer, de fato, viver isso tudo. A gente está com essa expectativa.

Fonte: Esporte Interativo