O Botafogo vem sofrendo com lesões nesse início de temporada. O último a sofrer a “maldição” foi Marcinho, que rompeu o ligamento do joelho direito e vai desfalcar a equipe durante por, pelo menos, seis meses. Por conta disso, o Esporte Interativo entrou em contato com Ednilson Sena, preparador físico do Alvinegro , para entender o porquê de tantas contusões nos primeiros meses de 2017.

Em conversa durante 20 minutos pelo telefone, Ednilson Sena afirmou que lesões no joelho, como a de Bochecha, Jonas e Marcinho, não são possíveis de prever. Já as musculares podem acontecer por conta do calendário brasileiro, que exige bastante dos atletas.

“Depende do tipo de lesão. Joelho, por exemplo é um tipo de lesão que não se pode controlar. O jogador tem uma velocidade máxima, tenta frenar e pode ocasionar a entorse no joelho. Isso foge da minha alçada. Lesão muscular nós tivemos no Montillo, que é um jogador que veio do futebol chinês, com intensidade bem abaixo do futebol brasileiro. É a mesma coisa que eu pedi para você escrever uma matéria sobre o Montillo em 30 segundos. Você vai pensar: “É muito curto o tempo”. O Botafogo, junto com o Atlético-PR, é o único time que começou a pré-temporada para ter dez dias apenas para se preparar. Já fiz 15 jogos válidos. Divide isso em 90 dias… O que vou fazer? É jogo na quarta, domingo…. Isso é muito complicado. Marcinho foi um acidente. Travou o joelho e acabou virando o joelho. Não posso virar para o jogador e falar para tomar cuidado com a chuteira, a grama… Essas lesões de joelho não têm como prever”.

Como o Botafogo está fazendo para evitar as lesões?

“O Botafogo é um clube que tem investido muito. Mas é um clube que investe há dois anos. Quando essa diretoria assumiu em 2015, eles começaram a investir em aparelhos. Há um mês que não tivemos lesão muscular. Vai chegar uma hora e isso vai começar a minimizar. Olha no time titular e veja qual jogador se machucou?  O Camilo não foi lesão. Ele fez exame e não deu lesão. Só Montillo, que como eu disse, veio do futebol chinês.

Por que Airton é poupado com frequência dos jogos?

“O problema de Airton é inatividade. Tem esse problema desde quando ficou afastado aqui mesmo no Botafogo. É um jogador que tem uma compreensão física complicada. Estamos tentando melhorar isso. Não posso botar o Airton para atuar em todos os jogos, se não vamos perdê-lo por um longo período. A condição física do Airton não é igual a do Bruno Silva, do João Paulo, do Dudu Cearense…”

Os jogadores que chegaram nesta temporada estão bem abaixo dos remanescentes no quesito físico?

“Os jogadores remanescentes do ano passado nós já conhecemos. Os que chegaram ainda estamos mapeando. O Montillo eu já comecei a conhecer. O Roger eu já trabalhei. O Gilson, o Jonas… São jogadores que eu já conheço. Indicadores como o isocinético. Nós temos um aparelho que só nós e o Palmeiras possuem no futebol brasileiro. Quando você prepara uma equipe bem, você corre riscos.

Acha mais prudente poupar os titulares no jogo de domingo, diante do Fluminense?

Eu ainda vou conversar com Jair Ventura para chegarmos a uma conclusão. Temos que avaliar caso a caso para saber quem podemos lançar para o jogo.

Acha que Carli vai estar pronto para jogar pela Libertadores?

*A lesão do Carli, por exemplo, como vou prever? Como vou falar para o Richarlison (jogador do Fluminense) não chutar o pé do Carli? Isso de estar pronto ou não, depende muito do jogador. Vamos ter que aguardar.

*Há duas semanas, Joel Carli sofreu uma pancada no pé direito, na partida diante do Fluminense, pelo Campeonato Carioca. Na ocasião, Richarlison, atacante tricolor, pisou no pé do zagueiro alvinegro.

Fonte: Esporte Interativo