O Botafogo perdeu muitos jogadores importantes e experientes, como Marcelo Mattos, Bill, Jobson e Rodrigo Pimpão, e vem apostando na base, como recomendação da diretoria, que deseja que os meninos sejam observados bem e sendo usados em determinadas posições. Onze jogadores da base estão no elenco profissional, são eles Diego, Emerson, Jean, Dierson, Andreazzi, Fernandes, Octávio, Gegê, Sassá, Luís Henrique e Vinicius Tanque. A reportagem da Super Rádio Tupi conversou com o presidente Carlos Eduardo Pereira que fala da importância do trabalho realizado na base.

“O futebol de base tem enorme importância na nossa política de renovação. A gente percebe isso na presença de inúmeros jovens que estão despontando no elenco principal e nas ótimas atuações das equipes Sub-20 e 17. Toda uma estrutura funcionando muito bem. Para aperfeiçoar iniciamos ampla reforma no Caio Martins.

O dirigente também comentou sobre quanto o clube investe na base e o projeto da diretoria de se ter 10 milhões de reais investidos já a partir do próximo ano.

“O Botafogo fazia investimento na ordem de três milhões de reais, nesse primeiro ano dobramos esse investimento. A expectativa é que cresça ao longo dos anos até alcançar 10 milhões por ano. Fazer com que a base tenha total condições de ser principal alimentador de novos valores para o clube.”

O presidente explica como conter a ansiedade dos próprios dirigentes e da torcida com o desejo de utilizar os valores da base, como o jovem atacante Luís Henrique.

“O jogador da base é um jovem que a gente quer, antes de qualquer coisa, prepará-lo como ser humano, como alguém que vá buscar uma oportunidade de crescimento na vida, sendo no Botafogo, podendo que ambos cresçam juntos. Em momento nenhum olhamos como mercadorias, acabamos com a prática do fatiamento dos direitos econômicos. Certeza de que a gente quer que eles também escrevam seus nomes na história do clube. Depois disso, quando já estiverem fazendo sucesso, e surgir proposta, tudo bem, acho que o Botafogo não quer exercer limitação na carreira e vai permitir que tenham outras experiências. Mas, em princípio, a intenção é ter os jogadores o maior tempo possível no clube.”

Para Carlos Eduardo Pereira, mesclar o time com jogadores profissionais e jovens atletas é importante para os meninos poderem ganhar experiência.

“Acredito que é possível renovar o elenco sem queimar os jogadores, principalmente se fizer a mescla. Tem que ter espinha dorsal, com jogadores experientes, assim temos condições de acolher esses jovens, tendo como companheiros jogadores mais rodados. Aos poucos esses garotos vão se firmando, vão aprendendo, dentro dessa mescla é perfeitamente viável que se faça essa renovação sem perder nenhum valor. É preciso ter esses jogadores, em três ou quatro partidas vão precisar segurar essa responsabilidade até que outros com mais experiência estão chegando e um momento de transição. Não que isso seja regra geral, logo depois de concluída a transição volta o equilíbrio entre os com mais experiência e os da base.”

Fonte: Site da Rádio Tupi