A diretoria do Botafogo e do Santa Rita-AL davam como certa a a transferência para General Severiano até o final do ano do atacante Rafael Oliveira, mas a transação teve uma reviravolta nos últimos dias. O clube alagoano, que detém os direitos federativos do jogador que está no Botafogo-PB, afirmou que o alvinegro carioca tentou mudar algumas cláusulas do contrato que estava prestes a ser assinado após a realização de exames médicos. Porém, a diretoria do Botafogo negou que tenha alterado o acordo e o presidente Carlos Eduardo Pereira em contato com a reportagem da Rádio Globo garantiu que existia uma tentativa de transformar o Glorioso em uma ‘barriga de aluguel’ no futuro.

“Infelizmente, o pessoal do Santa Rita voltou a apresentar condições absurdas que o Botafogo não poderia concordar e inverteram um pouco a visão achando que o Botafogo seria uma barriga de aluguel podendo tirar o jogador há qualquer momento sem nenhuma anuência do nosso interesse. O nosso clube seria uma bela vitrine para o atleta, mas não foi possível. Eles exigiam liberar o Rafael (Oliveira) a qualquer momento em caso de proposta. Isso não concordamos porque contamos com ele para a campanha da Série B. Esse foi um dos problemas. É um pessoal muito complexo, de entendimento difícil. Era uma negociação complicada”, disse durante participação no Globo Esportivo o presidente.

Carlos Eduardo Pereira, entretanto, prefere não acreditar que o Santa Rita-AL fez leilão após se tornar pública novamente a negociação entre o atacante e o Botafogo. De acordo com o presidente alvinegro, o maior prejudicado acabou sendo o Rafael Oliveira que já treinava com o grupo.

“É difícil fazer essa conjectura. No final das contas que sai prejudicado é o atleta. Tenho certeza que o Santa Rita vai procurar outras opções, mas não terá a visibilidade do Botafogo. Se for um pedido da comissão técnica, poderemos buscar outro jogador no mercado. Quem perde mais é o próprio Rafael Olvieira”, garantiu.

O principal dirigente do Botafogo afirmou que não conversou com o Rafael Oliveira ao longo dos últimos dias já que deixou a negociação à cargo do departamento de futebol.

“Não conversei. O (Antonio) Lopes, o (Antonio Carlos) Mantuano e o René (Simões) trataram diretamente do negócio. Esperei que houvesse uma definição antes de tomar qualquer aproximação maior. Infelizmente não houve. O atleta já retornou ontem para a Paraíba. Foi uma tentativa. Vamos em frente. Viramos a página”, disse.

Sem Rafael Oliveira, o presidente Carlos Eduardo Pereira se mostrou animado com a estreia do jovem Luiz Henrique, de 17 anos, e garantiu que o Botafogo já está se mobilizando para conceder um aumento salarial ao jogador.

“O Luiz Henrique é uma grande revelação assim como o Vinicius (Tanque), que tem um potencial muito grande. Cabe agora a comissão técnica dizer se há a necessidade na contratação de um outro jogador para a posição. Tentaremos atendê-los nesta campanha da Série B, se for o caso. O vínculo do Luiz Henrique é confortável já que vai até maio de 2017. Queremos melhorar a condição salarial porque se juntou ao elenco profissional e com isso, terá um substancial melhoria no salário”, finalizou.

Rafael Oliveira é o terceiro maior artilheiro da temporada no Brasil e esteve próximo de um acerto com o clube no início do ano. Os dirigentes do Botafogo-PB é que impediram o negócio. O joador acertou nesta segunda-feira a transferência do ABC-RN. O clube deve buscar um novo nome no mercado até pela saída recente do centroavante Bill. Luiz Henrique está mantido para o jogo com o Ceará, nesta terça-feira, no Castelão, pela Série B.

Fonte: Rádio Globo