O presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, participou do programa ‘Seleção SporTV’, desta quarta-feira, e afirmou que o clube passa por um “ano de ajustes” em 2015. Eleito presidente do Bota para o triênio 2015/16/17, Pereira assumiu o clube no fim de 2014 com uma folha salarial de cerca de R$ 5 milhões por mês, mas já conseguiu reduzi-la em quase um terço.

“A nossa folha, quando assumimos, era de R$ 5,5 milhões. Hoje ela está na faixa de R$ 1,7 milhão. É uma redução importante (…). A nossa visão da situação do Botafogo é de que em um primeiro momento era muito difícil. Felizmente, pelo fato de ser um clube, os credores não puderam exigir nada além da negociação. A partir do momento em que a gente passou a abrir as portas e as gavetas, nós chegamos em um direcionamento do trabalho no sentido de negociação. Primeiro mostrando que, nesse ano de 2015, nós não teríamos nenhum excedente para pagar os credores. Enquanto isso, a gente passa um pente fino nas dívidas e na qualidade das dívidas, para avaliar os credores e quem realmente tem dívidas transparentes. Em paralelo com isso, trabalhamos com a expectativa de melhora nas receitas a partir do momento em que ele retorne para a Série A”, explicou Pereira.

Ele também destacou que o clube está pagando suas dívidas e que no retorno à Série A, o Botafogo terá uma melhora financeira. Atualmente, o clube lidera a Série B do Brasileiro.

“Trabalhamos com a expectativa de melhora nas receitas a partir do momento do retorno para a Série A. Então, 2016 e 2017 são anos que eu vejo com mais otimismo (…). Pelo menos, o dever de casa a diretoria do Botafogo está fazendo. A gente não promoveu antecipação de novas receitas, não deixou de pagar os encargos trabalhistas, não deixou de recolher os impostos (…). Estou muito otimista. O Botafogo não vai conseguir sair dessa situação de um dia para o outro. Não existe milagre, mas o clube está em um caminho”, completou.

Fonte: Futnet e Sportv