A notícia de que o Gabriel colocou o Botafogo na justiça deixou muitos de surpresa. A ação foi dada dia 8 de dezembro e a decisão da 44ª Vara do TRT do Rio de Janeiro foi dia 12 de dezembro. Gabriel cobra quatro meses de FGTS, oito de direito de imagem e dois na Carteira de Trabalho. O presidente Carlos Eduardo Pereira falou com exclusividade à Super Rádio Tupi sobre a decisão do jogador e disse que o jurídico do clube já está analisando toda a situação.

“Nós ficamos cientes dessa iniciativa, movida pelo atleta Gabriel, recebemos também a decisão judicial que concede a tutela antecipada ao pleito dele de rescisão do contrato. O jurídico está analisando a questão e tomará as medidas cabíveis da legislação para defender os direitos do Botafogo.”

O presidente também falou se além da questão salarial, houve algum outro argumento para o jogador tomar essa decisão.

“A decisão se concentra no atraso de pagamentos, de salários, depósito de FGTS, cumprimento das obrigações de pagamento.”

Infelizmente a atual diretoria está tendo essa fase, tendo que remontar o clube, resolver questões deixadas pelos antigos dirigentes.

“O FGTS não era recolhido desde agosto, portanto faz parte desse passivo que foi acumulado ao longo do ano pela gestão anterior, que infelizmente deixou o clube em uma camisa de força. O Botafogo está ainda vivendo um momento de muita expectativa para tentar desbloquear e solucionar algum tipo de receita para que a gente possa fazer frente as nossas obrigações. Não é possível uma instituição funcionar com todas as receitas bloqueadas.”

Foi uma prática nos últimos meses uma ajuda dos Sindeclubes que desbloqueava uma cota de televisão e ajudava o Botafogo a quitar pelo menos um mês para não se transformar em três meses na carteira de trabalho e o jogador ter direito de pleitear na justiça seus direitos, como fez o Gabriel e o Lucas no meio do ano. Dessa vez o Sindeclubes não conseguiu desbloquear totalmente, foi de forma parcial essa verba, o dirigente falou se teme que mais um atleta possa tomar a mesma decisão.

“Nós na sexta retrasada, entramos no TRT com um pedido de participação do Botafogo no novo Ato Trabalhista. É um ponto fundamental, nós não podemos depender de uma ação de um sindicato para liberar algum tipo de receita. Estamos chegando a um limite em que as instituições passem a enxergar que nenhum clube possa sobreviver dessa maneira. Não estamos pedindo favor nenhum, queremos pagar, honrar todos os compromissos, não é possível, com tudo bloqueado, com esse festival de penhora e ações judiciais.É um quadro realmente preocupante e espero que isso não volte a acontecer. É um pedido de um voto de confiança aos nossos atletas para entender que a diretoria está trabalhando para reverter essa situação.”

Fonte: Super Rádio Tupi