As marcas dos confrontos registrados entre torcedores antes do clássico entre Botafogo e Flamengo, domingo, ainda estão evidentes nos arredores do Estádio Nilton Santos, mas o episódio violento não deve comprometer a realização da partida contra o Olímpia, na próxima quarta-feira. A garantia é do presidente alvinegro, Carlos Eduardo Pereira, que participa de uma reunião na tarde desta segunda-feira e prevê clima de tranquilidade para o jogo válido pela Libertadores da América.

– A reunião está ocorrendo agora na federação do Rio de Janeiro com todas as partes envolvidas. O que eu posso garantir ao torcedor do Botafogo e os próprios visitantes que virão é que o estádio estará perfeitamente preparado para receber sua carga máxima, como foi na última quarta-feira, contra o Colo-Colo. Tenho certeza de que os resultados serão os melhores possíveis, tudo irá transcorrer sem nenhum problema, nenhum risco, dentro da mais absoluta tranquilidade. O que aconteceu ontem (domingo) foi um ponto fora da curva e que a gente espera que não volte mais a ocorrer – afirmou, em entrevista ao “Seleção SporTV”.

O dirigente disse que ainda será feito um balanço dos prejuízos dentro do estádio, mas considerou os reflexos das brigas no entorno como o maior dos danos – um torcedor morreu e dois seguem hospitalizados, um deles em estado grave.

– Ainda estamos fazendo esse trabalho e teremos essas informações ainda ao longo da tarde. Foram alguns danos na parte das cadeiras, alguma coisa na parte dos banheiros, mas o principal dano foi a perda de uma vida e os feridos na parte externa do estádio.

O presidente lembrou que houve preocupação por parte do clube quanto à realização da partida e destacou que via a rivalidade entre as torcidas organizadas de Botafogo e Flamengo como um agravante, considerando o baixo efetivo de segurança no entorno nas horas e minutos que antecederam o duelo.

– É um pouco difícil trazer uma definição para o ocorrido. Foi uma situação de eventos que infelizmente refletiram em um jogo de risco, como é um clássico desse porte, com uma rivalidade muito grande entre as torcidas. Algumas organizadas saíram não para assistir à partida, mas para brigar, são pessoas que vivem do estímulo da violência. Quando encontram uma oportunidade, colocam essa violência para fora. E isso acaba tendo grandes consequências. É muito difícil avaliar a situação da Polícia Militar, do aspecto operacional. É uma ocorrência lamentável. É uma lição para todas as partes envolvidas. O Botafogo, da sua parte, alertou determinada hora que estava preocupado com o policiamento na parte externa. A opção da Federação (Ferj) e da Polícia Militar foi que o jogo seguisse de acordo com a programação – afirmou.

Sobre a decisão de não querer que o Flamengo jogue no estádio, Pereira disse que não compreender a surpresa e afirmou que, por parte do Alvinegro, trata-se de um desejo antigo e conhecido.

– É verdade. Isso já foi constatado por nós há muito tempo, sem dúvida alguma aprendemos temos isso como um caminho a ser seguido. Isso foi tomado há muito tempo. Essa notícia está sendo dada como se fosse uma revelação e isso é uma uma decisão nossa muito antiga, anterior até à arena da Ilha do Governador. Há uma continuação, não há nada de novo nisso – completou.

O Botafogo recebe o Olimpia na quarta-feira, às 21h45, no jogo de ida do mata-mata que definirá o classificado para a fase de grupo da Libertadores. A partida de volta será na outra quarta-feira, dia 22, no Paraguai.

Fonte: SporTV.com