Preterido, Loco Abreu sente falta do carinho dos alvinegros

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Loco Abreu teve a confirmação, na última sexta-feira, que estava fora da lista dos jogadores do Nacional-URU que viajaram para a Argentina na sequência da pré-temporada. O atacante ficou no Uruguai e segue treinando, agora com jogadores da base e o também preterido Alexander Medina. Será assim até o dia 25, quando o time principal retornará. Cinco atacantes, sendo dois deles Richard Porta e Santiago García, contratados recentemente, estavam na lista do técnico Rodolfo Arruabarena.

Antes incomodado com a sua situação no Nacional, Loco Abreu preferiu colocar panos quentes. No fim de junho ele declarou à rádio “Libre” que não era tão “filho da p… ou mau caráter” para perder a pré-temporada. No entanto, ao fazer mea culpa, o atacante admitiu que precisa recuperar a forma para poder voltar a ser uma opção.

  – Quando eu cheguei aqui era para fazer uma boa pré-temporada, mas não deu para fazer. Aí começaram as competições. Agora estamos fazendo a preparação para suportar os jogos. Eu estava mal fisicamente. Depois de três semanas de pré-temporada o físico está bom e começa agora a etapa do trabalho tático com a bola. Estou me sentindo bem e legal. Só tem que treinar e esperar o momento certo. Independentemente de jogar ou não, devo treinar e procurar sempre estar na melhor forma. Depois tem que ter o momento certo – admitiu, por telefone, o jogador.

Viver a instabilidade de ficar fora da equipe não tem preocupado Loco Abreu, aos menos no discurso. Mas se tem algo que faz falta do tempo em que atuou no Brasil é ter o carinho da torcida, como era recebido pelos torcedores do Botafogo, principalmente após cobrar o pênalti na decisão da Taça Rio de 2010 contra o Flamengo, o que garantiu o título estadual.

Loco Abreu Botafogo 2010 arquivo (Foto: O Globo)
Loco Abreu fez o gol do título contra o Flamengo na decisão da Taça Rio de 2010 (Foto: O Globo)

– Estou com saudade do futebol brasileiro, principalmente do Botafogo pelo carinho das pessoas, que é inegável. Mas a realidade é que estou aqui.

Aliás, foi ainda no Botafogo o início do declínio de Loco. Ao lembrar do seu último ano, o atacante cita o que chama de favor ao entrar em campo contra a Ponte Preta, poucos dias antes de acertar o empréstimo para o Figueirense, em julho de 2012. Neste jogo, mesmo sem se encaixar na forma como Oswaldo de Oliveira gostaria que o time atuasse, Loco foi titular. Durante a partida sentiu um problema no joelho direito. Em seguida, foi para Santa Catarina e teve uma passagem apagada, repleta de lesões. Foram apenas sete jogos e um gol marcado no Figueira.

Em janeiro ele chegou durante a temporada para ajudar o Nacional. Aos 36 anos, não conseguiu render o esperado, fez apenas dois gols, porém garante estar em paz para recuperar o seu espaço.

– Tenho um mês e meio para trabalhar tudo que está faltando: força e o físico.

Apesar dos rumores de uma provável saída para o futebol mexicano, ele garante cumprir o contrato com o Nacional até o fim de 2015. Ainda não sabe se encerrará a carreira logo após o fim do compromisso, mas tem na ponta da língua qual caminho vai trilhar assim que pendurar as chuteiras.

– A ideia é trabalhar no futebol como treinador.



Fonte: Globoesporte.com
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