Documento revelado por Ricardo Azambuja, do canal “Fala Fogão” e colunista do FogãoNET, mostra que 90% das ações da SAF do Botafogo que eram de John Textor foram dadas como garantia à GDA Luma na ocasião do empréstimo de US$ 25 milhões.
A operação foi datada de 2 de fevereiro de 2026. O empresário norte-americano sustenta que ainda é dono de 90% da SAF do Botafogo e vem dizendo que o acordo que está sendo costurado entre clube social, Eagle/Ares e GDA é ilegal.
“90.000 ações ordinárias de classe B emitidas pela Companhia (Ações Empenhadas) bem como quaisquer Ações Adicionais e todos os Direitos Relacionados às Ações Adicionais (cada um conforme definido no Contrato de Penhor em Segundo Grau) em relação às Ações Empenhadas e às Ações Adicionais foram empenhadas à GDA Luma Onshore Holdco LLC (Parte Garantida), conforme estabelecido no Contrato de Empréstimo, datado de 2 de fevereiro de 2026, celebrado por e entre, dentre outras partes, a Companhia, o Empenhante e a Parte Garantida (Contrato de Empréstimo), nos termos do Contrato de Penhor de Ações de Segundo Grau datado de 2 de fevereiro de 2026, arquivado na sede da Companhia (Contrato de Penhor de Segundo Grau)“, é o que consta no Registro de Ações.
Em entrevista ao “Canal do Medeiros”, o presidente do Botafogo social, João Paulo Magalhães Lins, afirmou que a GDA já tinha o direito às ações por conta do empréstimo e que, agora, está buscando “melhorar as conversas” com o fundo de propriedade do empresário mexicano Gabriel de Alba.
– O Livro de Registro das ações, está claro, ele sendo controlador tirou as ações do próprio nome dele e colocou no nome da Eagle. Em fevereiro/2026 ele empenhou todas as ações em nome da GDA, ele próprio já tinha feito a GDA dona do Botafogo. O que nós estamos conseguindo fazer é melhorar as conversas com a GDA – afirmou João Paulo.