‘Rateio’ não agrada e Botafogo analisa acordo com Maraca

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O acordo feito pelo Botafogo com o Consórcio Maracanã para o confronto com o Vitória, disputado quinta-feira, mostrou não ser interessante para o clube, que ainda discute um contrato de dois anos para atuar no estádio. Para esse jogo, houve a divisão de despesas e lucro com os administradores do estádio, no molde feito com o Flamengo.

O diretor executivo Sérgio Landau avaliou a situação depois de ter o borderô na mão e a noção de como ficam as receitas e os gastos. Segundo ele, se o clube tivesse uma área específica para arrecadação no jogo com o Vitória teria sido mais produtivo. Esse molde é semelhante ao acordo do Fluminense e deve ser o seguido pelo Botafogo no decorrer da negociação.

– Esse modelo de rateio nesse tipo de jogo nao é interesante. Com uma área para você completamente cheia pode ser mais interessante. Vamos ver qual a incidência disso, mas com exclusividade teria uma receita líquida maior – explicou Landau.

O Botafogo ainda teve direito a receitas de camarotes e bares no jogo. No entanto, Landau confirmou que os valores não devem ser altos. Mesmo assim, o clube continua interessado no contrato de longo prazo com estádio, mas no molde mais parecido com o do Fluminense.

Essa nova medida já pode entrar em vigor no jogo com o Internacional, dia 15, ainda sem local definido. Pode ser mais um isolado, como aconteceu contra o Vitória, ou até mesmo já fazer parte do acordo de dois anos. Mas ainda não há uma definição, o que precisa acontecer até terça-feira.

– Já tivemos outras referências e servem de orientação para a definição dos  melhores modelos. Hoje, não temos um contrato fechado, mas pode acontecer uma surpresa. Estamos por detalhes e tem chance de esse jogo com o Internacional ser no Maracanã. Os administradores estão interessados. Afinal, nós remuneramos o consórcio – disse Landau.

Se financeiramente, o Botafogo ainda precisa entender melhor o Maracanã, logisticamente, o dirigente viu melhoras. Segundo ele, o não fechamento das vias, como havia acontecido no clássico com o Flamengo, colaborou. Já as filas para compra de ingressos na hora do jogo foram tratadas como um problema que vai além do estádio.

– O tráfego já fluiu melhor com a liberação do trânsito. Mesmo com o público menor em relação ao clássico deu para ver a melhora. A questão da venda de ingressos não depende apenas do operador. Esse horário (19h30m), eu gosto, mas dificulta quando muita gente compra o ingresso na hora. Tem que mudar no futebol brasileiro a tecnologia de comercialização, colocando direto no cartão. Uma pessoa gasta 30 segundos e em uma hora são 1200. Com quatro mil para comprar em cima da hora não dá. É um conceito técnico – comentou.

Landau ainda colocou a distribuição das gratuidades como outro problema pela demora no processo de atendimento. É necessário fazer um cadastro do comprador na hora e isso aumenta o tempo com cada cliente.

– É uma anomalia do evento do futebol brasileiro. Isso causa prejuízo e problemas operacionais. Quem tem que pagar por isso é o governo e um cadastramento prévio deve ser feito. É o grande gargalo da bilheteria – disse Landau, que, de qualquer forma, elogiou a reforma feita no estádio. – Está lindo. Não vou discutir se foi caro ou barato. Ainda há coisas a serem concluídas, mas está muito bom.

Fonte: Globoesporte.com

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