O primeiro contato entre o Botafogo e o técnico Ricardo Gomes animou as duas partes. Pelo lado do Alvinegro, a certeza de que Ricardo tem condições de comandar o time. Já o treinador deixou clara sua vontade de voltar ao futebol e superar o problema crônico em seu joelho direito. Por sinal, essa é a pedra no caminho de Ricardo Gomes nos últimos meses, problema que pouco tem relação com o Acidente Vascular Cerebral sofrido em 2011, quando comandava o Vasco.

Responsável por operar o joelho de Ricardo em janeiro deste ano, o médico Clóvis Munhoz, que trabalhou com o treinador no Vasco, falou sobre a condição do comandante após o procedimento.

— O período como jogador e as lesões no joelho geraram as dores e o incômodo. Quando começou a jogar, o Ricardo quase perdeu a perna ao sofrer uma lesão grave no joelho direito. Hoje, depois de diversas sessões de fisioterapia e da recuperação do AVC, não há como não sentir nada no local — explicou.

A rotina de Ricardo tem sido intensa. Ao longo da semana, de três a quatro sessões de fisioterapia e reforço muscular. O trabalho tem aumentado a resistência do treinador, mas histórico de dor tira sua tranquilidade.

— O Ricardo nunca terá um joelho 100%. Ele faz um trabalho de fortalecimento muscular importante. Se me perguntarem, o problema não impede que ele exerça uma função como a de um treinador — disse Munhoz.

Nesta terça-feira, o treinador tratará sobre quanto quer receber no comando técnico alvinegro. A diretoria acredita que Ricardo pedirá algo próximo ao que era pago ao ex-técnico René Simões, na casa dos R$ 70 mil, mais um auxiliar.

Com o avanço das negociações, um encontro reservado entre Ricardo, o presidente Carlos Eduardo Pereira e o gerente de futebol, Antônio Lopes, deve selar o acordo.

Fonte: Extra Online