Sem um técnico mais experiente, o Botafogo aposta em Zé Ricardo para manter a política de pés no chão adotada para esta temporada. Como não há uma lista de reforços elaborada pelo treinador, a diretoria foca na avaliação coletiva do clube para à disputa do Campeonato Brasileiro.

É normal que um técnico solicite jogadores rodados e de sua confiança para planejar o restante do ano. Até mesmo aqueles atletas sem tanta experiência ou sem espaço em outro clube têm preferências particulares quando resolvem procurar novos ares.

Recentemente, o Botafogo apostou alto nas contratações de Cícero e Diego Souza, liberados por Grêmio e São Paulo, respectivamente. Nesse ínterim, a diretoria alvinegra avaliou a possibilidade do retorno do centroavante Roger. Mas, como não houve um acordo financeiro o jogador decidiu trocar o Corinthians pelo Ceará.

Apesar do discurso de que o Botafogo está focado na Copa do Brasil e na Sul-Americana, Zé Ricardo foi cobrado internamente pela eliminação precoce no Campeonato Carioca. Afinal de contas, o clube teve um prejuízo financeiro ao deixar de ganhar a premiação pela classificação para as semifinais da Taça Rio e posteriormente de brigar pelo título Estadual.

Técnico faz trabalho conjunto com a diretoria por reforços

No ano passado, por exemplo, Zé Ricardo solicitou apenas a chegada de Erik, que foi contratado por empréstimo junto ao Palmeiras. Após se destacar pelo Botafogo, o jogador teve seu vínculo prorrogado até o fim de 2019.

Zé Ricardo, por outro lado, sempre deixou claro que o clube necessitava de reforços para esta temporada. O goleiro Diego Cavalieri, o zagueiro Gabriel, o volante Alan Santos, o meia Alex Santana e o atacante Gustavo Ferrareis, que chegaram este ano no clube, são considerados apostas de baixo custo para o Botafogo.

Ele, inclusive, se inseriu nas negociações conduzidas por Anderson Barros e avaliou todos os nomes oferecidos ao clube antes mesmo da renovação de seu contrato. Dessa forma, não tem algo pré-definido ou fará algum pedido fora da realidade financeira do clube ou que possa pegar a diretoria de surpresa.
Clube procura reforços que não exija alto investimento

O Botafogo não vai fazer grandes investimentos para a disputa do Campeonato Brasileiro. Por isso, os nomes monitorados no mercado precisam demandar pouco gasto. Além disso, a expectativa é de esse jogadores possam dar retorno técnico e render algum dinheiro para o clube.

Após acertar a contratação de Diego Souza, que estava a reserva do São Paulo, o Botafogo trabalha para contratar um lateral direito e um centroavante. Apesar de Marcinho ainda contar com a confiança de Zé Ricardo, internamente os dirigentes acreditam que o jogador necessita procurar um novo clube para adquirir experiência. Mas, o retorno de Fernando, que estava emprestado ao Lille, da França, ainda não é visto como solução para o setor.

Por isso, o Botafogo está se movimentando no mercado em busca de uma oportunidade. O Esporte 24 Horas apurou que o lateral direito Léo, ex-Flamengo e Fluminense, foi oferecido e a diretoria alvinegra analisa o nome. O jogador também atua como lateral esquerdo e meia.

Em 2018, Léo atuou por empréstimo no Fluminense. Por lá, foi comandado por Abel Braga e Marcelo Oliveira, onde disputou 23 jogos e não fez gol.

Contratado a peso de ouro pelo Flamengo em 2014, Léo não mostrou tudo o que sabe na passagem pelo time rubro-negro. O atleta conviveu com lesões e teve disputou poucas partidas. Foram apenas 11 jogos e um gol pelo rival.

Após as contratações de Pará, em 2015 e Rodinei, em 2016, Léo ficou sem espaço no Flamengo. Por isso, foi emprestado em sequência para o Internacional, Athlético-PR, Coritiba e Fluminense. Entretanto, sofreu problemas musculares em todos os clubes. O atleta está livre no mercado desde que teve seu contrato encerrado com o Flamengo no ano passado. Léo, inclusive, está treinando por conta própria enquanto aguarda uma proposta para voltar a jogar ainda neste ano.

Fonte: Esporte 24 Horas