O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) apresentará uma denúncia contra o Juventude por causa do caso de “injúria racial e preconceito de cor” ocorrido durante a partida contra o Botafogo, pela terceira fase da Copa do Brasil, no dia 11 de abril. A informação foi dada inicialmente pelo “Observatório da Discriminação Racial no Futebol” e confirmada pelo UOL Esporte.

O caso envolveu o volante Gustavo Bochecha, do Botafogo. Enquanto o jogador se aquecia, um torcedor do Juventude foi flagrado chamando-o de “macaco”. Ele foi identificado e retirado do estádio pela polícia.

O STJD recebeu os posicionamentos das partes envolvidas no caso e deverá apresentar a denúncia entre hoje (8) e amanhã (9). A denúncia será enquadrada no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que fala em “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

O artigo prevê suspensão de pelo menos 720 dias ao torcedor responsável pelo ato. Além disso, o clube ficaria sujeito a uma multa que varia entre R$ 100 e R$ 100 mil.

Na época do ocorrido, o Juventude chegou a emitir uma nota oficial repudiando a atitude do torcedor. O clube disse não compactuar “com nenhum tipo de ato discriminatório”.

Mais dois jogos estão na mira do STJD

A partida entre Juventude e Botafogo é a mais avançada no STJD envolvendo caso de injúria racial. Outros dois jogos ainda estão na mira do órgão: Grêmio x Fluminense e Criciúma x Chapecoense.

O primeiro foi disputado no último domingo (5), pelo Campeonato Brasileiro, e teve como vítima o colombiano Yony González. Responsável pelo gol da vitória do time carioca, o atacante ouviu gritos de “macaco de m…” enquanto comemorava com seus companheiros.

O outro jogo é entre Criciúma e Chapecoense, pela terceira rodada da Copa do Brasil, no dia 10 de abril. Na ocasião, um torcedor do Criciúma chamou de “macaco” o lateral Eduardo. Em nota, a Chapecoense afirmou que tomaria medidas cabíveis contra o agressor.

Fonte: UOL