O Botafogo montou um planejamento priorizando a Copa Libertadores e teve desempenho ruim no Campeonato Carioca, onde foi eliminado de forma antecipada. O fracasso no estadual, no entanto, não deixa o time ainda mais pressionado para a competição continental. Ele, por outro lado, admite que o Alvinegro precisa encorpar ainda mais o elenco, principalmente no setor ofensivo.

“A cobrança é grande, mas o planejamento montado não garante que vamos ganhar a Libertadores. Queremos muito, claro. Mas o planejamento não garante que vamos levar a Libertadores. Quem olha para o nosso time diz que somos fortes, mas não tem como dar certeza que vamos levar. A certeza eh que seremos competitivos”, disse Hungaro.

“Teremos Viagem de 4, 5 horas pela frente e jogaremos na altitude. Queremos estar o tempo todo inteiros fisicamente e se tivéssemos jogado contra o Flamengo isso não seria possível. Isso é o planejamos. Duvido que dirão que está errado. Não quer dizer que vamos ganhar, tem o outro lado com um trabalho bem feito, adversário de qualidade. Temos que fazer o melhor trabalho, mas garantir que vamos vencer, avançar no grupo e ser campeões não. Há uma distancia muito grande”, completou o treinador do Botafogo.

Hungaro cobra reforços ofensivos

O fracasso no Campeonato Carioca, no entanto, serviu para que o técnico Eduardo Hungaro tomasse algumas conclusões sobre a qualidade do elenco. Segundo ele, o Alvinegro já teve uma melhora com as chegadas de Júnior Cesar e Zeballos, por exemplo, mas ainda precisa se reforçar.

O assunto, porém, não deixa o treinador confortável. Perguntado sobre a situação, ele foi de poucas palavras, mas conciso. “O Botafogo precisa se reforçar no ataque”, disse. Atualmente, o treinador conta com três boas opções para o setor. Tanque Ferreyra, Wallyson e Henrique, que tem feito boas partidas pelos reservas. Além do trio, Yguinho completa a lista, apesar de não ter muita moral.

Com 4 pontos, o Botafogo é o líder do grupo 2 da Libertadores. O Alvinegro volta a campo nesta quarta-feira, quando medirá forças com o Independiente José Terán-EQU, em Quito, no Equador.

Fonte: UOL