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Wallyson já fez três ou mais gols em outros jogos decisivos de sua vida

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A façanha de fazer três gols em um jogo decisivo, como ocorreu na quarta-feira, contra o Deportivo Quito (EQU), não chega a ser uma novidade para Wallyson, de 25 anos, que desde muito jovem teve de balançar as redes para driblar as dificuldades da vida e se tornar jogador. Assim foi no primeiro grande teste dele, ainda na cidade de Macaíba (RN), onde nasceu, e também nas primeiras chances para chegar ao profissional do ABC. Garoto franzino, de família humilde, Wallyson começou a jogar futebol em alguns clubes pequenos do interior do Rio Grande do Norte.

A guinada na carreira ocorreu quando um olheiro assistiu a um jogo dele, que na época tinha 15 anos e defendia o Cruzeiro de Macaíba. O atacante fez três gols e chamou atenção de Flavio Ancelmo.

– Pediram para eu ir assistir ao jogo de um menino que diziam ser muito bom de bola. Logo Vi que era rápido e habilidoso. Se destacava dos demais. E ele ainda fez três gols na ocasião. Então resolvi investir e o levei ao ABC, posteriormente. O Wallyson era de família muito humilde e sempre teve de lutar para vencer – disse Flavio Ancelmo, que já cuidou da carreira do atacante.

Wallyson ficou pouco tempo na base do Alvinegro Portiguar. Em 2006, logo no primeiro torneio que disputou, ao lado de clubes da região como Sport, Náutico, Vitória e Asa de Arapiraca, ele ganhou destaque como artilheiro, despertando o interesse de Roberval Davino, técnico do profissional do ABC. E sabe quantos gols Wallyson fez quando o treinador foi observá-lo?

– Ele fez três gols contra o Sport, que era o favorito para ganhar o torneio. O Roberval Davino tinha ido assistir ao jogo, lembro bem. Logo depois ele foi chamado para o profissional. O Wallyson fazia muitos gols, nessa competição terminou como artilheiro, marcando nove vezes – contou Francisco Diá, que na época treinava a base do ABC e hoje trabalha no Nacional, do Amazonas.

Na estreia pelo profissional do Alvinegro Potiguar, Wallyson não fez três gols como em outras situações decisivas. Mas teve de vencer uma situação bem inusitada para dar a vitória ao time…

– Ele estava estreando pelo profissional do ABC, com 17 anos, contra o Alecrim, e teve um fato curioso: meus jogadores sentiram um problema estomacal, diarreia mesmo. Só no primeiro tempo fiz as três mudanças. O Wallyson pediu para sair, mas conseguiu se segurar e fez o gol da vitória de virada. Ganhamos por 4 a 3 – lembrou Roberval Davino, aos risos.

Mas foi na final do Campeonato Potiguar de 2007 que o atacante ganhou maior destaque e mostrou que realmente tem faro de gols. O ABC venceu o América-RN por 5 a 2, e o atacante fez quatro gols. Ele foi artilheiro da competição, com 10 gols.

Entre altos e baixos, Wallyson rodou por clubes do Brasil, até chegar ao Botafogo. E não é que no primeiro grande momento decisivo ele foi lá e marcou três gols? Pelo visto, há coisas que só acontecem a Wallyson.

Dor com lesões e morte do pai

Após sair do ABC, em 2008, Wallyson teve oportunidades em alguns clubes importantes, como Atlético Paranaense, Cruzeiro, São Paulo e Bahia, mas, com exceção a curtos períodos no Furacão e na Raposa (quando foi artilheiro da Libertadores de 2011), ele não teve o mesmo brilho. Lesões e a morte do pai são consideradas os principais motivos de tanta irregularidade.

Assim que chegou ao Atlético, Wallyson teve de tratar de uma pubalgia. Por isso até demorou a estrear pelo Furacão. Depois, no Cruzeiro, justamente no ano em que atravessava uma das melhores fases, sofreu uma fratura no tornozelo. Nos dois Tricolores, problemas físicos também o atrapalharam.

Mas o grande baque ocorreu em 2011, com a morte do pai, Antônio Maciel. Naquela época, Wallyson pedia constantes dispensas do Cruzeiro para ficar perto dele na UTI, no Rio Grande do Norte.

– O Wallyson demorou a assimilar a morte do pai. Era muito grudado, parecido com o Adriano Imperador, por exemplo, que também era assim com o pai. Isso é claro que também atrapalhou – recordou Flavio Ancelmo.

Já recuperado, Wallyson hoje tem até uma tatuagem no braço esquerdo em referência ao pai.

Treinos e papo sério antes de chegar ao Botafogo

Antes de chegar ao Botafogo, Wallyson, estava sem clube e ficou por pouco mais de um mês treinando no ABC, onde iniciou a carreira. O preparador físico Ranielle Ribeiro conta que o atleta já mostrava estar bastante disposto a recuperar o bom futebol nesta temporada, mas, antes disso, precisou de uma conversinha.

– Quando Wallyson chegou, como estava iniciando o ano sem clube, sentimos que estava para baixo. Conversamos com ele, para ter um pouco mais de concentração. Logo, não faltou dedicação. E o resultado está aí – revelou Ranielle, que o conhece desde a base do Alvinegro Potiguar.

– Quando Wallyson chegou aqui, aos 17 anos, pesava 52kg. Hoje é um atleta.

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