O torcedor do Botafogo tem razão quando, à espera de um início de trabalho efetivo de Zé Ricardo, se vê ameaçado pelo risco de rebaixamento. O receio surgiu, principalmente, neste período de jogos após a Copa do Mundo, no qual, sob o comando do já demitido Marcos Paquetá e do interino Bruno Lazaroni, acumula apenas 26,6% de aproveitamento, com quatro pontos em 15 possíveis.

E os resultados ruins muito se dão pela bola pouco ter chegado ao ataque, que, por sua vez, não tem feito a sua parte quando necessário. A seguinte curiosidade ratifica isso: apenas o Botafogo e o Paraná fizeram só um gol desde o retorno do Mundial. E o gol não saiu de um atacante, mas, sim, de Marcinho, lateral-direito – contra a Chapecoense, em duelo caseiro pela 15ª rodada.

Também preocupa o fato de o Botafogo ter, atualmente, o quinto pior ataque do Brasileirão, com 17 gols marcados em 17 jogos. Para ter o êxito esperado pela diretoria e por Zé Ricardo, que seria emendar uma sequência de resultados positivos e beliscar uma vaga na próxima Libertadores, será necessário um reajuste de todo o sistema ofensivo, que passa pela correção dos lados dos campos, conforme já trazido.

Ao longo de sua curta carreira, Zé ficou marcado por armar ataques eficientes, com variações táticas durante os jogos, inclusive. Para estrear (contra o Paraná, domingo, fora de casa), Zé tem a semana cheia para promover alterações e deixar os indigestos números que emperram o Alvinegro no Brasileirão.

MUDA O CENÁRIO

Quem tem atuado na referência do ataque é Kieza, o artilheiro do Botafogo na competição, com cinco gols marcados em 16 partidas. Desde que voltou da Copa, ainda não foi às redes, assim como todos os outros atacantes no Brasileiro – na Sul-Americana, cabe destacar, Luiz Fernando conseguiu marcar na derrota para o Nacional-PAR, por 2 a 1.

Luiz Fernando, no entanto, não costuma fazer gol com frequência, assim como Brenner, Rodrigo Pimpão, Renatinho, Leo Valencia, Ezequiel e Aguirre, que são os outros que atuam com frequência perto da meta adversária no nacional. Passou da hora de mudar o quadro por mais gritos de gol – e não de desespero – por parte da torcida.

Fonte: Terra