O Botafogo entrou em cena no STJD do Futebol para defender Aguirre e Moisés em denúncia por infração na partida contra o Flamengo. Julgados nesta sexta, dia 17 de agosto, Aguirre foi absolvido na denúncia por jogada violenta e Moisés teve a denúncia de agressão desclassificada para conduta antidesportiva e foi advertido. A decisão, proferida por maioria dos votos da Quarta Comissão Disciplinar, cabe recurso.

A Procuradoria denunciou Aguirre por jogada violenta ao atingir Pará com um carrinho. O atleta recebeu o vermelho Direto. Jà Moisés foi denunciado por prova de vídeo por, após cometer falta em Matheus Sávio pisar nas costas do adversário ainda no chão.

Após exibição da prova de vídeo da Procuradoria e defesa, o Subprocurador-geral Gustavo Silveira reiterou os termos da denúncia. “Aguirre foi falta e cartão bem aplicado. Moisés comete falta simples, mas não sei o motivo que resolve pisar no adversário. Se não for punido por agressão por pisar, que seja desclassificado para o artigo 258 por conduta antidesportiva”, pediu Gustavo.

O advogado Aníbal Rouxinol Segundo, integrante do Jurídico do Botafogo, fez a defesa dos atletas.

“Aguirre atleta Uruguaio em processo de adaptação ao futebol brasileiro. Atacante que não tem caguete de defesa, disputou uma jogada e não entendi como uma jogada para vermelho direto. A defesa, por entender que não houve gravidade, pede a absolvição ou mesmo a aplicação da pena mínima já cumprida”, defendeu e continuou.

“Ao Moisés a primeira coisa que vem a mente é situação causar dano no adversário. O que me causou tranquilidade foi a reação de todos ao redor. O árbitro estava perto, ocorreu na frente do auxiliar e não aplicaram nem o amarelo. A reação do atleta do Flamengo também não faz nenhuma expressão de dor. Ele da um “totozinho” quando vai passar por cima. Agressão física não ocorreu. A defesa entende que passou pelo crivo da arbitragem, não deve ser trazido para análise do tribunal e pede a absolvição. Caso não entendam , que seja desclassificada para o artigo 258 e aplicada a advertência”, finalizou.

Luis Felipe Procópio, Auditor-relator do caso, acompanhu parcialmente o entendimento da defesa. “Aguirre não vi nenhuma infração. Sem imprudência ou jogada violenta. Falta normal de jogo e absolvo. Moisés houve uma provocação sem grande gravidade. Aplico a pena de advertência no 258”.

O Auditor Adilson Alexandre Simas acompanhou o relator , enquanto José Maria Philomeno divergiu em partes. “Aguirre também absolvo. Ao Moisés discordo. Não foi agressão, mas é um ato hostil. Desclassifico para o 250 e aplico 1 partida”.

Fonte: STJD