Que cara tem o Botafogo? A julgar pelas primeiras seis rodadas do Campeonato Brasileiro, nenhuma. Ou muitas. Já que, até aqui, o técnico Ricardo Gomes ainda não conseguiu repetir a escalação de sua equipe uma vez sequer.

As lesões, que já atingiram atletas considerados fundamentais pela comissão técnica, como o zagueiro Joel Carli e o volante Rodrigo Lindoso, forçaram mudanças. Mas, há, também, uma tentativa de encontrar o encaixe ideal para as peças de um quebra-cabeça nada divertido para os alvinegros.

Até agora, 20 jogadores diferentes foram escolhidos pelo treinador para iniciar os confrontos. As equipes do G4 — Corinthians, Grêmio, Internacional e Palmeiras —, por exemplo, usaram, em média, 16,75 atletas.

— Todas as justificativas que damos após cada derrota vêm do número de mexidas. Desde o Campeonato Estadual, nunca mais encontramos o nosso time — avaliou o treinador, após a derrota para o Santos, por 3 a 0, que empurrou o Botafogo para a lanterna do Brasileiro.

E, apesar de Ricardo Gomes reconhecer que o entrosamento tem sido prejudicado pelas mudanças, elas devem continuar a acontecer.

O goleiro Helton Leite, o lateral-esquerdo Victor Luis, o zagueiro Emerson Silva, o volante Bruno Silva e o atacante Ribamar foram os únicos a disputar as seis partidas como titulares. Mas, os dois primeiros podem perder suas vagas, no domingo, contra o Vitória, para Sidão e Diogo Barbosa, respectivamente. E ainda há reforços à espera da abertura da janela de transferências para estrearem.

Airton também deve voltar

Figura discreta fora de campo, o volante Airton é facilmente notado dentro dele. E sua ausência, sentida. Após mais de dois meses sem atuar por conta de uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda, que motivou uma cirurgia, o volante está perto de retornar.

— Foi um procedimento necessário. Não estou 100%, mas 110% pronto para voltar — animou-se.

A volta do jogador coincide com um momento conturbado no clube, que teve a sede invadida por integrantes de uma torcida organizada na última terça-feira.

— Em um clube grande como o Botafogo, a cobrança existe o tempo todo. Essa é a profissão que escolhemos, e precisamos lidar com isso — minimizou o atleta, que era um dos pilares da equipe no início da temporada e teve seu nome gritado pela torcida mais de uma vez.

Fonte: Extra Online