Após todos os envolvidos se pronunciarem no julgamento do caso Botafogo 0 x 1 Palmeiras, nesta terça-feira, em Salvador, o advogado alvinegro Anibal Rouxinol sustentou sua defesa para pedir anulação da partida por uso indevido do VAR por parte do árbitro Paulo Roberto Alves Júnior.

Ele apontou contradições no discurso do árbitro e lembrou do caso Portuguesa em 2013, no qual o clube paulista perdeu pontos no STJD por uso do suspenso Heverton nos minutos finais de uma partida, o que livrou o Fluminense (que caiu no campo) ou o Flamengo (que cairia sem o caso Lusa) do rebaixamento.

– O que se almeja é que as regras sejam respeitadas e que se tenha um campeonato justo. Não há dúvida que houve erro de direito, algo comprovado pelas provas. O árbitro, no depoimento, negou o que todo mundo viu. Foi um erro em conjunto do árbitro e do VAR. Deixaram de cumprir a regra. O uso do apito, que ele alega, é uma tese que não se sustenta. No mesmo jogo, ele fez isso.

– O áudio é claro que houve o desespero com o erro. O VAR fala ‘segura, Paulo, não reinicia’. Houve o descumprimento da regra.

– O resultado de campo não pode ser mantido se houver desrespeito de regra. Regra é regra. Foi como em 2013, no caso envolvendo Portuguesa, Fluminense e Flamengo. O resultado de campo não prosperou. Não é questão de segundos ou minutos. Todos lembram do caso Heverton, jogou poucos minutos, não tocou na bola, não fez diferença. O Tribunal julgou como erro da Portuguesa, que acabou rebaixada. Flamengo e Fluminense acabaram beneficiados.

– Se um advogado chegar 3 segundos atrasado faz petição? Se aluno do Enem chegar 3 segundos atrasado entra para fazer a prova? Em 3 segundos depois perdeu a oportunidade. Deixou de cumprir o que era de seu dever, com o braço, apito, seja como for, deixou de ter direito à consulta do VAR.

– Anulação da partida é muito mais por aprimoramento, para ser justo, por ter havido erro de direito. Que seja dado prosseguimento ao pedido do Botafogo, jogo anulado e nova partida marcada pela CBF. Pela primeira vez anulação por uso indevido do VAR.

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Fonte: Redação FogãoNET