O presidente do Botafogo, Nelson Mufarrej, concedeu entrevista ao site “Globoesporte.com”, publicada neste sábado, e falou sobre a situação do clube. O dirigente citou problemas jurídicos, como processos, ações e penhoras, para explicar que está “apagando incêndio”.

– Hoje a gente tem a rede social, ela anda numa ligeireza muito grande. Você não sai sem o seu celular, tem o computador em casa. E o juizado passou a ter essas facilidades de julgamento de processo. Se fosse há cinco anos, essa quantidade de processos que estariam correndo na justiça cível não estariam tendo resultados. Hoje há resultados maiores. Isso vem de ações passadas. Temos ações de 1995, 2000. São ações que vêm sendo agilizadas. Isso também pesa. Em 2018, veio. Em 2019, está vindo, e a gente vai apagando o incêndio como pode – afirmou o presidente.

Uma das saídas tem sido o apoio de botafoguenses ilustres, que tem colaborado de forma fundamental com despesas do dia a dia.

– São pessoas físicas mesmo, como o grande benemérito Carlos Augusto Montenegro e também o benemérito Claudio Good. Eles vêm ajudando, e isso é feito um jogo. Entra um dinheiro, e você liquida aquilo de uma maneira. É difícil de explicar. Quando eles emprestam dinheiro, é um fundo, um fundo pequeno, mas trata-se de um empréstimo que você tem que pagar. Mesmo sendo uma taxa pequena, mas é preciso um retorno. A pessoa não pode chegar e falar “toma, Botafogo” – diz Mufarrej.

– A gente vem fazendo uma engenharia. E eles vêm ajudando a construí-la. Lógico que cada vez se torna mais difícil, porque, quanto mais penhoras tivermos, pior essa engenharia vai se tornando. Por isso temos uma grande preocupação em relação a esses cinco meses que faltam. Seriam seis, porque ainda não pagamos o mês de julho. E a gente está procurando, trabalhando para isso, falando com um ou outro para tentar chegar até lá. E temos certeza que vamos chegar – garante.

Outra possível solução, de acordo com o mandatário, é a venda de jogadores. O clube segue em busca de patrocínio master, disponível desde a saída da Caixa, no fim de fevereiro.

– A gente está correndo atrás, esperando algumas respostas. Semana passada pegamos o Azeite Royal e estamos procurando. Evidentemente que a situação no Brasil não está comportando patrocinadores. Muitos dizem que o time tal conseguiu patrocínio por R$1. Não sei se é R$1, R$ 10 ou R$0,50. Não me interessa, o que interessa é o Botafogo. Às vezes a gente espera. “Poxa, tem o patrocinador A, mas tem o patrocinador B, que pode dar uma melhorada”. Então você espera. O departamento comercial vem trabalhando e está de parabéns principalmente pelo que era antes, mas é difícil. Agora em agosto já começa a prospecção para o ano que vem. Ainda não temos o master, temos que tentar o master para esses cinco meses e que prospectar para o ano que vem – finaliza.

Fonte: Redação FogãoNET e Globoesporte.com