De ironias do passado ao ‘generoso’ Textor… Rubinho e Ferj são outros com o Botafogo

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Rubens Lopes, presidente da Ferj, e Nelson Mufarrej, presidente do Botafogo, em reunião do Conselho Arbitral
Úrsula Nery/Ferj

Vi com muita atenção a entrevista do Rubens Lopes, presidente da Ferj, ao “Resenha com TF”. Parecia outro dirigente falando do Botafogo. Se em um passado recente o dirigente foi acusado de ironizar o clube e as reclamações de arbitragem, agora Rubinho fala que John Textor foi até “generoso” nas palavras após a eliminação do Glorioso para o Fluminense no Estadual deste ano. Confesso que a versão atual de Rubens Lopes é mais interessante e adequada a um presidente de federação.

Em junho de 2020 a “Rádio Globo” informou que Rubinho ironizou os atrasos salariais do Botafogo em um grupo de WhatsApp, causando desconforto até em outros dirigentes. Medida que inclusive gerou uma reação do então presidente Nelson Mufarrej, que se posicionou em entrevista ao “ge.globo”.

– Falei ao telefone com o Rubens Lopes após o episódio e manifestei a minha insatisfação com a maneira que esse assunto foi conduzido. Certas posições servem apenas para estimular divergências, quando o momento pede respeito às opiniões e posicionamentos de todos os envolvidos – disse Mufarrej.

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Naquela época o Botafogo não tinha dinheiro, não tinha gestão e muito provavelmente Rubens Lopes achava que poderia ironizar o clube. Mas agora ele mudou. Se, segundo ele, “Textor não vai serrar o galho da árvore em que está sentado”, Rubinho colocou o galho dentro e entendeu que o futebol está mudando e que cada vez teremos menos espaços para dirigentes amadores.

Como é bom ver um Rubinho mais humilde

Rubens Lopes, presidente da Ferj
Rubens Lopes, presidente da Ferj, viu Textor “generoso” (Foto: Resenha com TF/YouTube)

Fico feliz que Rubinho perceba que não há mais espaço para dirigentes que tentam se manter no poder apenas por manipularem grupos de times pequenos acreditando que podem determinar a sorte das verdadeiras grandes marcas do futebol. Dou pulo de alegrias porque Rubinho percebeu que Textor foi até generoso e que é preciso dialogar e apresentar uma arbitragem de bom nível e realmente imparcial se quiser ter o grande Campeonato Carioca um dia de volta.

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É possível a realização de um bom Estadual em um momento que os clubes estão virando empresa e tudo indica que teremos quatro grandes forças em 2023 no Rio. Dá até para sonhar com clubes tradicionais, vítimas de gestões ruins, como o Bangu, retornando a um patamar perto do nível do interior paulista. Dá para torcer por um Volta Redonda forte, já que se organizou nos últimos anos para isso. Mas para isso a Ferj precisa ser parceira, pois com a gestão de Rubinho até hoje na entidade o máximo que conseguimos ver é o Carioquinha de terça-feira à noite.

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