Revelações de Freeland no Botafogo… Quem paga a conta?

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Eduardo Freeeland, diretor de futebol do Botafogo
Vitor Silva/Botafogo

Eduardo Freeland cumpriu um bom papel como diretor de futebol do Botafogo. O principal objetivo, a volta para a elite nacional, foi conquistada com relativa tranquilidade. Graças a um planejamento bem feito. Mas outra contribuição importante foi revelar algumas situações envolvendo o cenário que ele encontrou quando assumiu o clube em 2021. Vale lembrar que o ano de 2020 só acabou em fevereiro no futebol brasileiro por conta da pandemia.

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Na conversa com o “Glorioso Connection”, Freeland disse sobre o que encontrou no clube: “Aterrorizante. Nunca vi aquilo”. O resultado do planejamento montado na gestão de Nelson Mufarrej foi o rebaixamento para a Série B. E aquele elenco sem compromisso ainda gerou dívidas na Justiça do Trabalho. Quem paga a conta?

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O grupo que dirigiu o Botafogo nos anos anteriores a Durcesio Mello pode alegar que o rebaixamento não é responsabilidade dele, já que um comitê assumiu o futebol do clube. Fico pensando aqui se a gestão de Mufarrej, um dos piores (talvez o pior) presidentes da história do Botafogo, pecou por incompetência ou por omissão.

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Se tem um presidente ele deve comandar. Se permite que um outro grupo assuma suas funções é sinal de fraqueza. Mas falar da gestão Mufarrej é chover no molhado. O botafoguense lembra muito bem do que foi feito. O importante agora é discutirmos a responsabilização de dirigentes no futebol brasileiro.

Ainda tem a entrevista do Kalil

Nelson Mufarrej, presidente do Botafogo entre 2018 e 2020
Nelson Mufarrej presidiu o Botafogo e não deixou saudades

O Botafogo é apenas um exemplo de clube que foi mal administrado. Quem quebrou o clube, e aí não dá para colocar na conta do Mufarrej por ser um processo de anos, vai para casa como se nada tivesse acontecido. Ninguém é punido por gerir mal. Por investir mal o dinheiro do clube. Por deixar dívidas. E aqui não vai nenhuma questão relativa a honestidade, pois nem acredito em desonestidade, acredito em incompetência mesmo. Se existisse responsabilização não teríamos tantos candidatos e eleições em clubes indo para a Justiça.

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Aí ainda temos que aturar o Alexandre Kalil questionar o modelo de SAFs e minimizar o que o Botafogo fez em 2022. Creio que ele deva acreditar que o modelo “mecenas” é que é bom mesmo. Ou seja, ainda temos dirigentes que pensam desse jeito. Questionam modelos que deram certo no mundo inteiro e que fizeram o futebol europeu estar anos distante do brasileiro. A opinião de Kalil não resiste a uma revelação de Freeland. Mas pelo menos o Botafogo virou esta página.

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