O Palmeiras aguarda um parecer oficial da Confederação Brasileira de Futebol para ter a certeza de que poderá escalar o volante Felipe Melo no jogo deste domingo (2), contra a Chapecoense, pelo Campeonato Brasileiro. O jogador cumpriu suspensão por acúmulo de cartões amarelos na partida da rodada passada contra o Botafogo, mas como a partida não teve o resultado homologado pela CBF após pedido de impugnação do time carioca, o Verdão decidiu adotar a cautela.

Internamente, o Palmeiras já trabalha com o entendimento de que o jogador estará liberado. Porém, por precaução, decidiu fazer uma consulta oficial à CBF. Segundo fontes ouvidas pelo UOL Esporte, apenas o resultado da partida não foi homologado; todo o resto, como suspensões cumpridas e cartões amarelos recebidos na partida, segue existindo.

Desta forma, os 11 amarelos que o Botafogo tomou no jogo – 10 para jogadores e um para o preparador de goleiros Flávio Tenius – continuam valendo para a contagem de três cartões que leva à suspensão automática na rodada seguinte. O clube carioca, aliás, entrou com representação na CBF contra o árbitro Paulo Roberto Alves Júnior, reclamando da atuação dele no jogo.

Caso o jogo seja realmente anulado, o que é visto como uma possibilidade bastante pequena pelos dois clubes, aí Felipe Melo teria que cumprir novamente a suspensão diante do Botafogo, na partida que precisaria ser jogada outra vez. Teoricamente, os cartões amarelos do Botafogo também deixariam de contar, mas esse cenário ainda é tratado com cautela até que o caso seja julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o que deve acontecer no início de junho.

O Botafogo entrou com pedido de anulação da partida alegando que o árbitro cometeu um erro de direito ao revisar um lance de pênalti em cima de Deyverson com o auxílio do VAR depois que já havia autorizado o reinício da partida. Como o STJD aceitou o recebimento do pedido do time carioca, os três pontos conquistados pelo Palmeiras no jogo com a vitória por 1 a 0 foram temporariamente retirados pela CBF.

Fonte: UOL