O Botafogo vive uma semana no limbo. Apesar de o presidente Carlos Eduardo Pereira afirmar que 2015 já começou para o clube, a realidade não é esta no futebol. Já rebaixado para a Série B e com uma rodada a mais a cumprir, domingo, contra o Atlético-MG, em Brasília, diretores remunerados, comissão técnica e elenco contratados pela gestão anterior continuam a trabalhar.

— Vou procurar fazer o máximo nesse jogo. O Botafogo precisa de jogadores que representem sua camisa nesse momento — afirmou ontem o lateral-direito Régis, que, desde que chegou, em setembro, não recebeu sequer um salário no Botafogo. — Eu tenho contrato até setembro, mas, com essa mudança de diretoria, ficamos na expectativa de quais decisões vão tomar. Se precisarem de mim, eu vou estar de braços abertos.

Tido como símbolo da administração de Maurício Assumpção pela chapa que elegeu o atual presidente do clube, Eduardo Húngaro é quem vive a situação mais constrangedora. Na última segunda-feira, em entrevista coletiva, Carlos Eduardo citou o técnico que fracassou no Carioca e na Libertadores como exemplo dos erros de seu antecessor. Desde abril, ao ser substituído por Vágner Mancini, ele passou a exercer a função de auxiliar técnico.

Inchaço entre remunerados

Apesar do novo mandatário ter dito que Húngaro seria o primeiro nome na lista de dispensas, o auxiliar trabalhou normalmente ontem à tarde, na reapresentação do time, no Engenhão. Após a atividade, o vice de futebol Antônio Carlos Mantuano conversou com Jefferson por cerca de cinco minutos. O dirigente tenta convencê-lo a ficar.

Quem também segue trabalhando é Mancini. O treinador dificilmente permanecerá na próxima temporada. O caso é semelhante ao do diretor técnico Wilson Gottardo, do gerente executivo Aníbal Rouxinol e do assessor executivo Bernardo Arantes, todos do futebol. Entre as principais críticas de Carlos Eduardo durante sua campanha estava o inchaço do clube, com excesso de funcionários, o que sugere que o departamento será enxugado.

Fonte: O Globo Online