O árbitro Paulo Roberto Alves Júnior (PR) vai alegar que não havia apitado o reinício de jogo antes consultar o VAR na marcação do polêmico pênalti de Gabriel em Deyverson, em Botafogo 0x1 Palmeiras. A informação é do SporTV, que diz que o juiz vai alegar que a tese alvinegra é infundada.

A transmissão oficial do jogo, do Premiere, não mostra o lance com clareza. Porém, vídeo divulgado aqui no FOGÃONET evidencia o gesto do árbitro de recomeçar o jogo, com cobrança de falta de Gatito para Gabriel. Os jogadores do Palmeiras também correm para a bola, em indício de que a partida estava em andamento.

Veja o vídeo abaixo:

O Botafogo pedirá a anulação da partida baseado na regra 5 da FIFA e o protocolo 8.12 do VAR, que determinam que a decisão do árbitro não pode ser alterada após o jogo ser reiniciado.

Veja o que diz o item 8.12 do Manual para Árbitros Assistentes de Vídeo (AAVs/VARs) da CBF:

8.12. Decisão após o reinício da partida não pode ser alterada

Se foi dado o reinício, as decisões anteriores podem ser revisadas e potencialmente alteradas?

A Regra 5 é clara em que um árbitro não pode alterar uma decisão depois do reinício da partida; os árbitros são incentivados a não permitir o reinício da partida se há possibilidade de revisão. A única exceção é para ofensas de expulsão direta tais como conduta violenta, onde a ação disciplinar pode ser aplicada mas o jogo não reverte ao reinício associado com essa ofensa (ex. a “mordida” do Suarez na Copa Mundial).

Leia o que diz a Regra 5 do Futebol:

O árbitro não pode alterar uma decisão, ainda que se convença do erro, quer por entendimento próprio ou em razão da opinião de outro árbitro da partida, se já houver reiniciado o jogo, ou se já houver saído do campo de jogo, após encerrar o primeiro tempo, a partida, ou uma prorrogação.

Fonte: Redação FogãoNET e SporTV