O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira, no Ninho do Urubu, em que enfatizou todo apoio para reestruturar a Chapecoense após o trágico acidente aéreo, ontem de madrugada na Colômbia, onde 71 pessoas, incluindo 19 jogadores do time catarinense (sem contar o técnico Caio Júnior e toda sua comissão), morreram a caminho de Medelín para a primeira partida da final da Copa Sul-Americana.

Bandeira evitou entrar em detalhes de homenagens do Flamengo à Chapecoense, mas garantiu que estará ao lado do clube catarinense auxiliando em sua reestruturação após a maior tragédia do futebol mundial na história. “É claro que o Flamengo irá liderar e participar do esforço para reerguer a Chapecoense, vai fazer o que for necessário. Não queria entrar nisso agora, pois isso será feito em seu devido tempo”, disse o mandatário.

Na última quarta-feira, vários clubes do Brasil, como Palmeiras, Santos, Corinthians, São Paulo, Vasco, Botafogo, Fluminense e Cruzeiro, iniciaram um movimento para ajudar a Chapecoense nos próximos anos. Algumas das medidas são emprestar jogadores para o time de Chapecó (SC) em 2017 sem custo, além de evitar seu rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro pelas próximas três temporadas.

O Flamengo ainda não abraçou totalmente a ideia, mas Bandeira quis deixar claro que a prioridade no momento é de confortar os familiares das vítimas, e não com questões de futebol. “Não é crítica a quem fez as intenções ontem, acho que foram de bom coração, mas acho que agora é hora de cuidar das pessoas que estão sofrendo”.

Das homenagens a serem pensadas mais para frente, o Flamengo estuda jogar com o escudo da Chape na camisa na partida contra o Atlético-PR, transferida para o dia 11, pela última rodada do Campeonato Brasileiro.

Dos 19 jogadores que faleceram no acidente, três passaram pela Gávea: o zagueiro Marcelo e os meias Cleber Santana e Arthur Maia. O técnico Caio Júnior dirigiu a equipe em 2008. O presidente do Flamengo relembrou do trio com muita tristeza pelo ocorrido.

“Isso afeta muito a gente. Três das vítimas estavam conosco até pouco tempo. Fizemos uma homenagem discreta, mas espontânea. Não é o momento correto para pensar. Os corpos não foram identificados ainda, tem jogadores sendo atendidos. É hora de pensar nas famílias. Com o tempo, vamos tomando as providências que vão ser necessárias. Nesse momento, ainda precisamos dar assistência para quem está sofrendo”, opinou Ban

Fonte: Torcedores.com (texto) e Redação FogãoNET (título)