O Botafogo de Jair Ventura surpreendeu em 2016 com sua arrancada no returno do Brasileiro.

Saiu da parte debaixo da tabela para brigar por vaga na Libertadores.

Mas somou só seis pontos nas últimas seis rodadas, com uma vitória, duas derrotas e três empates entre os dias 29 de outubro e 11 de dezembro.

Destoou em três tropeços no Rio de Janeiro.

Este ano, a reta final reserva oito partidas entre os dias 29 de outubro e 3 de dezembro.

São duas a mais com oito dias a menos, em comparação ao mesmo período do ano passado.

O time que fez então os seis últimos jogos em 43 dias terá oito em 35.

E repete o baixo desempenho, somando quatro pontos em cinco partidas disputadas.

Não é coincidência, é esgotamento, mesmo.

Porque, além dos rotineiros problemas médicos, a falta de boas opções trouxe um penoso desgaste físico.

E potencializado por este achatamento do calendário.

O Botafogo está entre os clubes que mais jogaram este ano, chegando neste final de semana à marca de 70 jogos.

E mesmo assim, em meio a tanta adversidade, é ainda um dos mais competitivos na luta pela vaga na Libertadores.

Por isso, fez bem o presidente Carlos Eduardo Pereira e a cúpula do futebol ao optar por não transformar os erros de Bruno Silva num cavalo-de-batalha.

O Botafogo já tem fantasmas demais para o assombrar neste ano dividido entre a superação e o fracasso…

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online