Zé Ricardo teve mais receios do que certezas para aceitar o convite do Botafogo.

Mas, em que pese ponderações contrárias às suas convições, o técnico o fez amparado por dois pilares,

Primeiro, em nome da amizade com Anderson Barros, o gerente de futebol do clube;

Depois, amparado pelos números que ostenta em três edições do Brasileiro.

Pois ainda que tenha só 1,38 pontos por jogo na média das oito rodadas deste ano, todas pelo Vasco, seu cartel registra 37 vitórias, 27 empates e 15 derrotas.

Ou seja: são 138 pontos acumulados e uma média de 1,75 pontos por rodada.

Desempenho de quem disputa a parte de cima da tabela…

É claro que os números de Zé Ricardo em sua curta carreira são anabolizados pelo ótimo desempenho nos 35 jogos à frente do Flamengo, em 2016.

Foram 19 vitórias, dez empates e seis derrotas – média de 1,91 ponto por rodada.

Em 2017, houve queda no desempenho mas, ainda assim, o 1,65 obtido em 36 jogos por Flamengo (19) e Vasco (17) o colocaram entre os quatro melhores.

Fora, é claro, o título estadual de 2017 e o vice na edição deste ano.

Zé Ricardo tem suas teimosias, irrita o torcedor (como todos os outros) pela insistência em algumas escolhas, mas é um dos mais promissores da nova geração.

O Botafogo fez uma excelente escolha, mas é preciso que a diretoria alvinegra seja mais eficiente e ágil na qualificação do elenco.

O time construído na era Jair Ventura perdeu peças que o encorpavam e foi embora o viço dos melhores dias.

Os jogadores que chegaram ao clube na janela de janeiro não trouxeram a lucidez esperada e o que se vê é um time não mais do que esforçado.

Por vezes, bem organizado, tentando se fazer valer pela tradição de sua camisa.

É preciso aproveitar a onda positiva criada com a contratação do treinador e trazer junto ao menos uma boa referência técnica.

Insisto: a torcida do Botafogo merece ter um ídolo para cultuar…

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online