Diante do caos instaurado no Brasil, as cenas de violência têm sido cada vez mais constantes. Ladrões fortemente armados são vistos assaltando a população à mão armada – principalmente os mais frágeis, que não têm como reagir ao poder de fogo da bandidagem.

 

Assim tem sido a vida do Botafogo no Campeonato Brasileiro. Não bastasse um futebol insuficiente e uma defesa totalmente exposta e vulnerável, o Alvinegro tem sido vítima constante dos erros de arbitragem. Após ter pênalti claríssimo ignorado contra o Vitória, assistimos a covardia praticada por Wilton Pereira Sampaio.

 

O time até começou bem, dando a falsa impressão de que seria competitivo. Saiu na frente, deu um gostinho de recuperação à torcida, mas depois viu tudo desandar e a vitória escorrer entre os dedos. Em questão de poucos minutos, a virada estava concretizada e o Botafogo, entregue.

 

Não precisamos falar sobre o pênalti ridículo assinalado para o São Paulo ou a entrada criminosa de Jucilei em Matheus Fernandes – que nem falta foi. A arbitragem no Brasil é patética e, independente dos nossos protestos, continuará assim. Dessa forma, nos preocupemos com o nosso time.

 

Rubens Chiri / saopaulofc.net

 Rubens Chiri / saopaulofc.net
Carli não achou o rápido ataque sãopaulino

 

Valentim segue sem conseguir acertar a cratera existente entre as duas primeiras linhas. Com Carli no time, insistimos em uma linha defensiva baixa – ou seja, o quarteto da zaga muito recuado em relação à linha de meio-campo. Por ali, os times deitam e rolam. Os volantes não preenchem, os extremos não recompõem e o time se arreganha por inteiro.

 

Não acho que o problema seja a intenção de jogar com a posse de bola; o time se defende de maneira errada e recompõe mal, sem conseguir compactar a formação no momento defensivo a tempo de evitar a infiltração dos adversários. Se fechar covardemente como fazia Jair Ventura não é a solução.

 

No entanto, Valentim precisa urgentemente corrigir as falhas defensivas – ou o ano, que parecia promissor, se tornará um pesadelo para os botafoguenses. A zona de rebaixamento está mais próxima do que nunca – e uma derrota no clássico do próximo sábado pode escancarar a crise em General Severiano.

 

Abre o olho, Botafogo!

 

Notas

 

Jéfferson: 6
Embora tenha feito boas defesas, tomou dois gols defensáveis – inclusive no lance do pênalti.

 

Marcinho: 3,5
Uma avenida pela direita. Foi facilmente driblado em diversas oportunidades e permitiu muitas chegadas perigosas do São Paulo. Falhou nos dois gols de bola rolando. Pouco apareceu na frente.

 

Joel Carli: 4
Envolvido pela velocidade do adversário, foi superado sem muita dificuldade nos lances de gol. Não foi bem.

 

Igor Rabello: 6
Fez o que pôde, cortou várias pelo alto e foi injustiçado por um pênalti que não cometeu.

 

Moisés: 4
Voltou mal da lesão. Nulo no ataque e vulnerável na defesa. Permitiu o cruzamento para o gol de Diego Souza.

 

Rodrigo Lindoso: 4
Errou muitos passes e não ajudou nem na saída de bola, nem na armação. Precisa ter mais pegada.

 

Matheus Fernandes: 5,5
Mais eficiente no combate e o mais lúcido com a bola. Porém, não conseguiu ser efetivo. Levou uma cotovelada na nuca, mas o juiz sequer marcou falta.

 

Luiz Fernando: 4,5
Vai desperdiçando a maior chance da sua carreira sem sequer tentar algo diferente. Anulado mais uma vez, pouco tentou partir para cima.

 

Leo Valencia: 8
Um golaço, uma assistência, bons cruzamentos e personalidade para jogar. Fez sua melhor partida pelo clube e ressurge como possibilidade para o time titular.

 

João Pedro: sem nota
Poucos minutos em campo até sofrer nocaute. Tomara que nada de mais grave tenha acontecido.

 

Kieza: 5
Brigou com os zagueiros, mas a bola pouco chegou.

 

Marcos Vinicius: 5,5
Oscilou durante o jogo, mas mostra qualidade técnica. Precisa aparecer mais com personalidade para jogar, senão nunca terá sequência.

 

Aguirre: 5
Inconstante. Ainda não se achou em campo – e é o menos culpado por isso até aqui.

 

Rodrigo Pimpão: 6
Um gol e boa recomposição pelo lado. Cometeu os erros técnicos de sempre, mas deveria ter mais espaço pelo conjunto da obra – e pela ausência de qualidade dos atuais titulares da posição.

 

Alberto Valentim: 4
Segue sem conseguir consertar o sistema defensivo. Parece cada vez mais perdido. Quanto mais treina, pior fica o time. Precisa reencontrar o caminho para o time.

Fonte: Blog do Pedro Chilingue - Preto no Branco - ESPN