A cada ano vejo com mais reservas o regulamento que aponta os quatro rebaixados do Brasileiro.

Já é hora de rediscuti-lo, gente!

Não propriamente na questão que envolve o número de clubes apenados com a queda.

Mas nos critérios de escolha, copiando, talvez, o modelo argentino.

Lá, caem os três piores em média de pontos ganhos nas três últimas edições da competição.

É mais justo e evita aberrações pontuais, como seria, por exemplo, a queda do Fluminense em 2009, ou até mesmo o rebaixamento da Portuguesa no ano passado.

Sem falar nos casos de Palmeiras, em 2012, e Vasco, em 2013, clubes duramente punidos num ano de receitas escassas e rendas penhoradas.

E também como acontece com o Botafogo este ano.

Percebo um prazer incomum no rebaixamento de uma grande marca, e isso, ao contrário do que parece, é ruim para a saúde do próprio futebol brasileiro…

Fluminense 1 x 0 Botafogo.

Clássico movimentado, equilibrado, inclusive, vencido pelo time que tinha melhores recursos técnicos.

Foi à duras penas, é verdade, com o Botafogo desperdiçando ao menos duas ótimas oportunidades.

Mas a qualidade e o sistema de jogo do Fluminense foram determinantes e agora é torcer para que o time de Cristóvão Borges some mais três vitórias para se manter no páreo por vaga na Libertadores _ o que seria a quarta nos últimos cinco anos.

Quanto ao Botafogo, difícil imaginar uma sequência semelhante, pontos fundamentais para livrá-lo da degola.

Mas, ainda é possível sonhar…

Fonte: Blog do Gilmar Ferreira - Extra Online