Difícil dizer quem jogou pior. O Botafogo, pelo menos, tem a desculpa de ter atuado como visitante, num gramado medonho, debaixo de forte chuva, e em boa parte do segundo tempo com dois jogadores a menos (Bolívar e Edílson foram expulsos, aos 29 minutos do segundo tempo: o zagueiro por receber o segundo cartão amarelo, o  lateral por reclamar exageradamente da expulsão do companheiro). Ainda assim, esteve perto de trazer um ponto valioso, levando o gol decisivo, num chutaço de fora da área, no último minuto, quando o empate em 1 a 1 parecia selado.

Já o Flamengo beirou o ridículo. Jogando em casa, contra um adversário tecnicamente medíocre, foi absolutamente nulo nos 45 minutos inicias (saiu para o intervalo vaiado), sofreu um gol numa falha medonha do zagueiro Wallace (logo aos sete minutos da etapa final), conseguiu reagir, na base da correria e de jogadas atabalhoadas (Everton marcou duas vezes), mas entregou a vantagem, num contra-ataque dos bolivianos, aos 27 minutos, mostrando-se, a partir daí, absolutamente incapaz de fazer o gol da vitória.

Para o Glorioso, a derrota não chegou a ser tão dramática pois, na combinação de resultados, manteve-se em primeiro lugar no seu grupo, graças ao saldo de gols. Mas com três equipes com quatro pontos, tudo ainda pode acontecer. A vantagem alvinegra é que seus dois próximos jogos serão no Maracanã.

Exatamente o contrário do que acontecerá com o Flamengo, que agora vai atuar como visitante nas duas próximas rodadas: a primeira, na semana que vem, contra o mesmo Bolívar, nos 3.800 metros de La Paz. Se empatou em casa, ao nível do mar, o que não falta é motivo para preocupação…

Fonte: Blog do Renato Maurício Prado - O Globo Online