O Botafogo tem a melhor campanha do segundo turno e seu objetivo, evitar novo rebaixamento à Série B, está muito próximo de ser alcançado. Terá fôlego para lutar por uma vaga na Libertadores? Improvável, embora duvidar não seja recomendável.

Reprodução Infobola.com

Classificação do segundo turno após o domingo
Classificação do segundo turno após o domingo

Contudo, a campanha é excelente e melhorou de maneira surpreendente com a troca de comando técnico. Ricardo Gomes voltou ao São Paulo e Jair Ventura foi promovido de auxiliar a treinador principal do time profissional. Tem dado muito certo, mas o que há de diferente na nova sensação da Série A 2016?

A forma de jogar do Botafogo mudou com a alteração. O time que, mesmo sem farta qualidade técnica, priorizava a posse de bola, virou o penúltimo no quesito, tanto que nessas seis rodadas com Jair, o Botafogo foi o time com menos passes certos. Fica evidente que manter a posse não é mais a prioridade.

Mas em gols sofridos, tendo o novo treinador soma apenas dois em seis jogos, o melhor desempenho. Com Ricardo, apenas Cruzeiro, América e Chapecoense tinham defesas piores. O “novo” Botafogo passou a cruzar menos e a fazer mais faltas.

Arte

Botafogo mudou de técnico e alterou maneira de jogar
Botafogo mudou de técnico e alterou maneira de jogar

Com Jair o time da estrela solitária finaliza menos, mas faz mais gols. É o segundo que de menos arremates precisa para mandar a bola nas redes adversárias. Aderiu às bolas longas como antes não acontecia, sendo a equipe que mais lança nesse período.

É também o quarto em rebatidas e chutões, algo bem raro quando o atual técnico são-paulino ainda comandava os alvinegros. Por quanto tempo essa ótima fase vai durar não se sabe. Mas tal estilo, mais pragmático, até aqui tem sido mais eficaz.

A exemplo do que aconteceu no Flamengo, que fica atrás do Botafogo na classificação do returno pelos critérios de desempate; a solução caseira vem funcionando. Mas nem sempre isso dá certo. Cada clube tem suas peculiaridades, claro.

Porém, em ambos os casos, tanto o rubro-negro Zé Ricardo quanto o botafoguense Jair Ventura tiveram capacidade e coragem para dar às suas equipes as características de jogo que consideravam adequadas. E pelo menos até esse momento do certame os resultados obtidos lhes dão razão.

Fonte: Blog do Mauro Cezar Pereira - ESPN.com.br