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Blog: ‘Poucas vezes vi o Botafogo se defender tão bem. Carli foi uma muralha’

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Por FogãoNET

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Poucas coisas no Brasileirão me dão o frio na espinha que é jogar no Orlando Scarpelli. Não pelo fato de o Figueirense ser um grande time ou necessariamente ser forte em casa; apenas o trauma de quem sempre volta de Santa Catarina com resultados negativos e várias lamentações.

Neste domingo, no entanto, foi diferente. O Botafogo usou sua melhor arma e conseguiu, enfim, trazer uma vitória e liquidar o fantasma que o rondava no Sul. Com uma defesa sólida e tentando sair nos contra-ataques, demos a bola ao Figueirense para jogar no erro adversário. Depois de um primeiro tempo truncado e sem grandes chances, o jogo se abriu pra nós na 2ª etapa.

Poucas vezes vi o Fogão se defender tão bem. As pouquíssimas vezes em que o Figueira ameaçou foram todas em bolas paradas – algo que precisamos melhorar, tanto defensiva quanto ofensivamente. No mais, comandada por uma muralha chamada Carli, nossa defesa anulou os pontos fortes do oponente e buscou o contragolpe pra matar o jogo. Só que não foi tão fácil assim.

Ao contrário da nossa retaguarda, o ataque não estava inspirado. Errando muitos passes desde a intermediária, o Glorioso não conseguia encaixar um contra-ataque sequer. Os volantes desperdiçavam a bola, Camilo estava sumido e Neílton vivia um de seus piores dias com nosso manto. Vinicius Tanque, então, brigava com a bola. Os laterais não encostavam. Até que Jair resolveu mudar.

Já com Pimpão e Sassá, o Alvinegro viu o rival se mandar pro ataque no desespero e abrir ainda mais espaços. Criamos uma ou duas ótimas chances, mas desperdiçamos. Enquanto eu já lamentava um empate que, apesar de bom resultado, poderia ser mais, Camilo inverteu uma linda bola, Pimpão escorou pro meio de primeira e Bruno Silva, que fazia partida lamentável, acerta lindo chute.

O nosso Glorioso cisma em testar meu coração. Numa dessas, vou acabar empacotando. Mas, se for de felicidade como dessa vez, tá valendo. Mais uma aula do Jair, que sabe extrair o máximo de um elenco limitado e quase sempre cheio de desfalques.

As chances de rebaixamento foram praticamente dizimadas matematicamente e agora teremos boa sequência pra deslanchar rumo à Libertadores. Outro fator positivo foi a volta da nossa camisa branca, extinta por pura vaidade do presidente. Espero que a superstição faça com que ela volte de vez.

A América já nos espera. Saudações Alvinegras.

Notas

Sidão: 7
Não fez nenhuma grande defesa, mas foi importante em alguns cruzamentos e também na saída de bola.

Alemão: 6,5
Bem na defesa. Faltou ousadia pra explorar os espaços deixados pelo fraquíssimo Pará. Nas poucas vezes que subiu, levou perigo.

Joel Carli: 10
Que atuação do nosso xerife argentino, senhores! Um monstro. Ganhou todas pelo alto e por baixo. A confiança era tanta que se arriscou até na saída de bola. Partidaça de manual!

Emerson: 7
Apesar de alguns vacilos bobos, foi bem na marcação.

Victor Luis: 6,5
Bem no sistema defensivo. Tentou se apresentar no ataque, mas não foi muito efetivo como de costume e errou quase todos os passes e cruzamentos. Sentiu falta da parceria com Diogo.

Airton: 6
Bem na marcação. No entanto, viveu dia atípico e errou muitos passes. Aparentou um pouco de falta de ritmo e não conseguiu girar a bola como bem sabe.

Rodrigo Lindoso: 5,5
Outro que abusou dos erros. Muitos passes e lançamentos errados. Não conseguiu desempenhar seu importante papel na transição e isso afetou nosso jogo ofensivo.

Bruno Silva: 6
O futebol tem dessas coisas. Vinha fazendo partida péssima e receberia a nota mais baixa do time, mas fez o gol do jogo. Ainda assim, isso não me cega: seu comprometimento está visivelmente abaixo dos companheiros. Muitos erros, quase todos por pura displicência. Sua agitada rotina extracampo vem prejudicando seu desempenho.

Neílton: 4
Talvez a sua pior partida em 2016. Parecendo sem explosão, errou em todas as tomadas de decisão, não conseguindo dar sequência a uma jogada sequer. Ele mesmo reconheceu o mau dia e saiu desapontado. Cabeça em pé, pois precisaremos de seu futebol nas próximas rodadas.

Camilo: 5
Faltou chamar a responsabilidade pra organizar o jogo. Esteve apagado durante todo o jogo, mas teve intervenção importante ao virar linda bola pra Pimpão no lance do gol.

Vinicius Tanque: 4
É esforçado, mas tecnicamente muito fraco e sem velocidade. Não tem condições de jogar em time grande numa Série A.

Rodrigo Pimpão: 7,5
Entrou bem e teve participações inteligentes, como a ajeitada pra Sassá de cabeça e o corta-luz pra Victor Luis, além da bela assistência de primeira. Vem crescendo nessa reta final e pode ajudar.

Sassá: 6,5
Não entrou tecnicamente bem, mas deu mais mobilidade ao ataque e dinamizou o jogo do Botafogo. Perdeu uma chance incrível que deveria desperdiçar. Ainda assim, é o titular da posição.

Dudu Cearense: sem nota
Não teve minutos suficientes pra análise.

Jair Ventura: 10
Armou um sistema defensivo sólido e uma equipe cada vez mais obediente taticamente. A organização pra jogar de maneira objetiva e quase sempre sem a bola, obrigando o adversário a propôr o jogo, é algo bem interessante pra quem não tem um elenco forte. Detectou a falta de inspiração no ataque e fez as mudanças certas desta vez. O grande responsável por esse surpreendente 2º turno.

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