Blog: ‘Poucas vezes vimos elenco tão dedicado e comprometido com nossas cores’

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Tá cada vez mais difícil de mensurar o tamanho dos feitos do Botafogo na Libertadores.

Depois de um tropeço em casa que abalou os níveis de confiança do torcedor, o Glorioso voltou a fazer uma partida irrepreensível no Estádio Nilton Santos – vencendo novamente e eliminando o atual campeão da maior competição da América.

A classificação antecipada vem para mostrar que, jogando sempre no limite e obedecendo à risca as instruções do ótimo Jair Ventura, o Alvinegro pode superar seus próprios erros e defeitos para ir muito longe na Libertadores. Após superar o “grupo da morte”, o Fogão chega ao mata-mata com a bagagem de já ter eliminado, nessa edição, os outrora vencedores Olimpia, Colo-Colo, Atlético Nacional e Estudiantes – um verdadeiro exterminador de campeões.

A torcida compareceu novamente e fez uma linda festa. Com mais um mosaico bem realizado, o Estádio Nilton Santos pulsava e os alvinegros empurravam o time rumo à vitória. A sensação era de que, a partir do apito inicial, apenas aqueles 90 minutos importavam na vida de cada um de nós.

Diante de tamanho apoio, o time também fez sua parte e correu como nunca. O espírito de união sobressaiu novamente e o futebol coletivo apareceu. Com jogadores determinados e empenhados em honrar nosso manto, a torcida vai sempre chegar junto. Quem estiver mais preocupado com baladinha e fotinho no Instagram, que vá embora. Não fará nenhuma falta, como não fez ontem.

Satiro Sodré / SS Press / Botafogo

Satiro Sodré / SS Press / Botafogo
No Botafogo, a união e o comprometimento fazem a força

Enche os olhos ver os jogadores disputando cada bola como se fosse a última, honrando nossas tradições, exigindo respeito à nossa história e dando a vida pelo clube. É bonito de ver esse clima de “família Botafogo”, como disse Pimpão, onde nossa Estrela está acima de qualquer razão individual. Poucas vezes vimos um elenco tão dedicado e comprometido com nossas cores.

Não tem jeito, a Libertadores é mesmo especial. O clima é diferente, a cerveja é mais gostosa e a noite parece que nunca acabará. As vitórias têm muito mais peso, o grito sai mais forte da garganta e dá vontade de ficar no estádio pra sempre – como fez a torcida, que fincou os pés na arquibancada e cantou por mais de meia hora além do apito final, festejando essa linda e merecida classificação.

Semana que vem, vamos à Argentina buscar a liderança do grupo – que, visando o sorteio das oitavas de final, é bastante valiosa. No entanto, não dá pra escolher adversário: importante mesmo é a torcida comparecer e fazer a festa pra apoiar o Glorioso. Esse grupo merece. A América vai ser nossa!

Notas

Gatito: 6
Com a defesa bem fechada e as duas linhas de 4 bem compactas, foi mero espectador em boa parte do jogo.

Emerson Santos: 6,5
Partida correta, fechando o setor e dando poucos espaços. Pela necessidade de anular Ibarguen, pouco subiu ao ataque.

Joel Carli: 7,5
Foi o xerife que precisamos. Comanda a zaga, tem experiência e culhão. Não a toa, é o capitão desse time aguerrido.

Igor Rabello: 8,5
Um gigante em campo. Aproveitou a chance da sua vida e fez excelente partida, cortando absolutamente todas as bolas por cima e por baixo.

Victor Luis: 7
Elétrico e lutador, manteve a média. Fechou bem a defesa e só saiu na boa. Jogador inteligente e importante no grupo.

Bruno Silva: 7
Foi bem na marcação de Ibarguen, o principal jogador do Nacional. Por outro lado, não foi tão bem no apoio e errou passes bobos.

Rodrigo Lindoso: 8
Voltou a ser o Lindoso de 2016. Ótima partida, dando combate e saindo pro jogo com qualidade. Deu ótima assistência para o gol da vitória.

João Paulo: 6,5
Foi bem na cobertura do meio-campo, mas errou muitos passes. Tem bola pra jogar bem mais.

Rodrigo Pimpão: 8,5
Voltou a mostrar bom fôlego, fazendo muito bem o papel de extremo. Correu demais, deu bons passes e foi premiado com o gol do jogo. Fisicamente bem, é muito importante para o time.

Camilo: 6,5
Tecnicamente, ainda segue devendo. Ao menos foi bem participativo. Sua melhor partida em muito tempo.

Roger: 6,5
Vacilou ao perder gol feito no primeiro lance da partida, mas tem seu valor. Dá profundidade e referência ao time, pressiona os zagueiros, luta e faz o pivô. Precisa de mais oportunidades criadas pra marcar. Quando a bola entrar, pode deslanchar. Precisa se ligar nos impedimentos.

Guilherme: 6,5
Deu velocidade e puxou os contra-ataques, mas perdeu ótima chance que poderia matar o jogo. Seu nível de atuação, no geral, cresceu.

Gilson: 6
Entrou para render Pimpão, exausto, mas pouco participou do jogo.

Dudu Cearense: 6,5
Jogou poucos minutos, mas foi importante para colocar a bola no chão e dar novo fôlego ao meio-campo.

Jair Ventura: 9
Seu time foi taticamente perfeito e usou a melhor estratégia de jogo. Era uma partida complicadíssima e o time sempre esteve tranquilo e ligado.

Fonte: Blog Preto no Branco - Pedro Chilingue - ESPN FC

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