A eliminação do Botafogo na Copa do Brasil, na derrota para o Figueirense, por 1 a 0, no Engenhão, já nos acréscimos, foi doída demais.
Bastava o empate e ele poderia ser por 0 a 0 ou 1 a 1 _ se terminasse em 2 a 2 a disputa iria para os pênaltis.
Mas, depois de ótimo primeiro tempo, o time diminuiu o ritmo.
Talvez tenha sido por causa da saída do meia Elvis, machucado, que estava bem no jogo.
E pode ser também por conta da saída do volante Octávio, que sentiu o ritmo da partida.
Quem sabe, em função do somatório dos dois.
Mas o certo é que o Figueirense, visitante da noite, com seu time estruturado para a disputa da Série A, venceu com boa atuação no segundo tempo.
E venceu com um gol cheio de virtuosismo, marcado com um sutil toque de letra do atacante Marcão.
Uma pena para o Botafogo, que pelo trabalho de reestruturação iniciado em janeiro, precisava ir mais longe na competição.
Preocupa agora, ao menos a mim, é a possibilidade de o resultado trazer consequências para a campanha na Série B.
É clara a queda de produção de alguns jogadores e é fato que a saída do volante Marcelo Mattos desestruturou o time.
Renè Simões está em apuros.
Foi a terceira partida sem vitória do Botafogo, que venceu apenas uma das últimas cinco disputadas.
E essa falta de conexão com as vitórias faz com que os torcedores potencializem as deficiências.
De uma hora para outra, mesmo sendo o líder da Série B, o time alvinegro passa a não prestar e o técnico começa a ser questionado.
Renè precisa refletir e encontrar logo as razões para o repentino insucesso.
A diretoria alvinegra precisa blindar os profissionais do futebol e garantir um ambiente propício para a continuação do trabalho.
E a torcida precisa entender os altos e baixos de uma campanha feita sem muitos recursos e ajudar na recuperação da autoestima.
Neste momento, é a saída mais simples para suportar a dor de um tropeço inacreditável..