É estarrecedor o silêncio do Botafogo em relação a Jefferson. Ex-capitão do time, ídolo maior do clube atualmente, um dos raros representantes do futebol carioca na seleção, o goleiro saiu de cena no dia 12 de maio, ao machucar o braço esquerdo durante o aquecimento para um jogo da Copa do Brasil. A previsão para o retorno, agosto, não foi cumprida. E, três meses após tal prazo, não se fala no assunto. Como assim?

Compreende-se a complexidade da cirurgia, que exigiu a reconstituição do tendão do tríceps com enxerto da perna. O que não dá para engolir é o departamento médico do clube se recusar a dar informações sobre o goleiro, que, vencido pela dor crônica, foi aconselhado por um médico particular, de sua confiança, a buscar a cura por meio de nova cirurgia.

Da lesão de Jefferson para cá, a seleção brasileira principal já jogou dez partidas, Dunga foi enxotado, Tite assumiu, Ricardo Gomes passou o bastão para Jair Ventura, a presidente Dilma caiu, o governador Pezão venceu o câncer, a Superlua exibiu-se na maior forma dos últimos 70 anos.

E Jefferson? O que será de Jefferson, um dos principais goleiros do país? O Botafogo deve essa resposta ao futebol brasileiro, que sofre com a dor de um dos ídolos de sua história recente.

Fonte: Blog da Marluci Martins - Extra Online