O Botafogo vive, talvez, o pior momento financeiro de sua história.

Não há aporte para investir na contratação de jogadores, nem muita folga na folha salarial do elenco profissional.

O clube não tem, também, convenhamos, criatividade e competência para buscar atletas bons e baratos que se encaixem no nosso esquema – se tivesse, já o teria feito lá em dezembro e janeiro. Nosso setor de inteligência não fez mapeamento algum do mercado e praticamente não contratamos.

Aceitando esses fatos, acho difícil alguém não concordar com algo que pode até ser dolorido, mas não deixa de ser verdade: o clube pode e precisa, sim, aproveitar as sobras de outros elencos de maior investimento – por empréstimo, pagando integralmente ou até dividindo os salários.

Aqueles times que começaram o ano com quatro opções para cada posição, agora, querem se desfazer dos que estão sem espaço. Não necessariamente são ruins – mas um grupo se encaixou mais e, portanto, é natural que alguns fiquem sem jogar e procurem novos clubes para o Brasileirão. E é aí que nós entramos.

Um excelente exemplo é o Palmeiras. Com o trabalho exagerado de Alexandre Mattos, vários jogadores competitivos jogaram pouco ou sequer entraram em campo. Com as eliminações no Paulistão e na Libertadores, é natural que o técnico Cuca queira enxugar o elenco e trazer reforços pontuais.

Ótimos reforços, vários dos quais eu já pedi aqui ou nas minhas redes sociais, estão em uma pré-lista de “barca” à espera de negociações. O volante Rodrigo, o meia Régis e o atacante Érik são alguns deles. Seriam titulares absolutos e dariam um ganho importante de qualidade visando a Série A.

Outro clube que pode ser uma boa fonte de reforços é o Atlético-MG. Com elenco numeroso, o clube ainda disputa a Libertadores. Com a zaga titular formada por Leonardo Silva e Erazo, o bom e jovem Tiago está sem espaço e seria um bom nome. O Galo tem, também, 3 laterais direitos. Com a titularidade de Marcos Rocha, sobram Carlos César e Patric. Poderíamos tentar um deles.

Outra opção muito válida é o atacante Carlos, atualmente reserva de Lucas Pratto e Robinho. A disputa é acirrada até no banco, com Luan, Hyuri e Clayton, três ótimos jogadores. Ele não foi nem inscrito para os duelos contra o Racing.

Cruzeiro e Corinthians também podem render negociações. Enquanto o time mineiro troca de técnico eplaneja uma reformulação do elenco, os paulistas ainda vivem a ressaca da eliminação para o Audax e se preparam para o confronto com o Nacional-URU na Libertadores.

O time do técnico Tite não tem opções claras para nós, visto que ele costuma fazer um rodízio que permite que todos atuem – mas isso não quer dizer que são todos inegociáveis. O clube deve buscar mudanças para o Brasileirão e poderíamos tentar nomes como o meia Rodriguinho, embora seja mais complicado.

Já os mineiros devem se desfazer de algumas peças para abrir espaço na folha salarial. Nomes possíveis e úteis para o Fogão são Allano, que atua como lateral e extremo, e o zagueiro Léo, que tem jogado pouco. O meia Marcos Vinícius está lesionado, mas pode retornar em cerca de um mês, tornando-se outra boa possibilidade.

Fiquemos atentos, também, às ações de Internacional, Grêmio e São Paulo. O volante João Schmidt, por exemplo, seria um nome que combina com o estilo de jogo dos nossos volantes.

É bom ressaltar que os nomes citados aqui foram apenas especulações e exemplos prováveis. O Botafogo precisa ficar – e espero muito que já esteja – atento à toda movimentação no mercado de transferências. Nosso elenco atual não é suficiente para enfrentar 38 difíceis rodadas, seja em quantidade ou em qualidade.

Abaixo, um rápido esboço do nosso esquema tático com algumas das peças citadas. É claro que nem todos serão titulares: esse rascunho visa apenas demonstrar onde entraria cada um dos nomes sugeridos aqui no blog.

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Esboço com possíveis reforços em suas respectivas posições
Fonte: Blog do Pedro Chilingue - ESPN FC