Em uma partida com emoção, principalmente no segundo tempo, o Botafogo empatou em 2 a 2 com o Internacional, neste sábado (25/4), no Mané Garrincha, em Brasília, pelo Campeonato Brasileiro. No programa “Troca de Passes“, do SporTV, o comentarista Carlos Eduardo Mansur analisou o duelo.
– O que teve de monótono o primeiro tempo teve de animado o segundo. O 2 a 2 e o caráter mais atraente, assim, do jogo no segundo tempo, para quem está assistindo, é divertido, né? Dois a dois, muito gol. Agora, não significa que o jogo foi bem jogado em algum momento, que os times tenham apresentado coisas promissoras em relação ao futuro do campeonato – frisou Mansur.
– Depois do gol do Danilo, saíram mais três gols no jogo, mas naquele momento, o comentário que mais deve ter vindo à cabeça de muita gente foi que tirou a monotonia do jogo o melhor jogador dos 22 que estão em campo. A maneira que os times jogavam gerava alguns duelos pelo campo. Porque o jogo tinha muito encaixe de marcação. E uma das questões é que, especialmente quando se defendia, o Inter deixava dois atacantes à frente, às vezes. O Carbonero e o Alejandro. E, muitas vezes, ele provocou um duelo direto, em velocidade, do Carbonero com o Barboza. E foi a melhor chance do Inter no primeiro tempo. Foi uma arrancada do Carbonero pela direita, que o Alejandro tenta, de letra, uma conclusão de letra, e o Neto salva.
E, depois, no segundo tempo, um contra-ataque muito rápido. O Alejandro deu a ele a bola e ele conseguiu essa corrida. E as duas vezes o Botafogo não conseguiu fazer com que a vantagem do placar durasse muito tempo. Porque, num jogo como esse, você ter o contra-ataque à sua disposição, com o adversário precisando buscar o resultado, era uma vantagem, porque os espaços não surgiam tanto e não tinha tanta inspiração em campo para criar esses espaços. Então, no primeiro gol do Botafogo, a vantagem dura cinco minutos. E, depois, no 2×1, a vantagem dura cinco minutos. Muito pouco – resumiu Mansur.
O comentarista Ramon Motta não curtiu a qualidade do jogo nem a atuação do Botafogo.
– Eu acho que a expectativa, pelo menos na minha parte, por parte do Botafogo, é que o Botafogo fosse mais impositivo na questão técnica. O momento técnico do Botafogo é melhor que do Internacional. Eu até separei aqui. Aos 28 minutos do primeiro tempo, a precisão de passes dos dois times era muito baixa. 76% do Botafogo e 70% do Internacional – exemplificou Ramon.