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Bom para quem? 87% dos jogos do Carioca causam prejuízo aos clubes do Rio

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A conta não fecha no Campeonato Carioca. Em um torneio com gastos cada vez maiores, 87% dos jogos realizados até o momento causaram prejuízo aos times envolvidos. Em outras palavras, as equipes pagaram para jogar em 41 dos 47 jogos disputados até a sexta rodada do Estadual do Rio de Janeiro.

Não bastassem ter que encarar a disputa deficitária, os clubes ainda assistem a um lucro da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) de R$ 281 mil nos jogos já disputados. Com uma taxa que consome de 8 a 10% das rendas, a entidade reforça o debate: afinal, o Campeonato Carioca é bom e rentável para quem?

Um levantamento do UOL Esporte verificou que, apesar de alguns jogos com lucro, todos os clubes amargam prejuízo até o momento. Até mesmo o Flamengo, time menos prejudicado financeiramente, reprova o cenário atual.

Mesmo evitando se posicionar para não comprar uma briga com a Federação, a diretoria rubro-negra, procurada pela reportagem, não escondeu a insatisfação interna com o prejuízo gerado no Campeonato Carioca.

Presidente de um dos clubes com a situação financeira mais crítica da competição, Zeca Gomes, mandatário do Bonsucesso, não temeu se posicionar e disse já ter perdido as esperanças para que as coisas sejam revertidas.

“Sinceramente, nem sei mais o que fazer. O futebol no Rio de Janeiro está cada vez mais caro. É prejuízo todo jogo”, lamentou.

“Você paga R$ 12 mil pra alugar um estádio, perde mais não sei quantos para a Federação, paga arbitragem. Será que a Ferj não consegue estudar uma saída? Eles poderiam nos ajudar. É difícil um time de bairro levantar recursos. E não tem nem como debater: você chega no arbitral e já está tudo definido. É uma coisa imposta. Vou brigar sozinho”, disse o presidente do Bonsucesso.

Em um discurso repetido por outros presidentes de clubes menores, Zeca ainda questionou algumas parcerias da Federação que poderiam subsidiar o campeonato.

“Você abre o jornal e vê que a Federação tem um baita contrato com o Guaraviton [cerca de R$ 5 milhões pelos naming rights do torneio]. Por que não pagam arbitragem e nos livram de taxa com esta verba? Só premiação para os grandes? Não dá. É inviável ter lucro com time pequeno no Rio”, decretou Zeca Gomes.

Ferj se defende
Procurado pela reportagem, o presidente da Ferj, Rubens Lopes, não conseguiu responder sobre o caso por conta de compromissos previamente agendados. Ainda assim, a Federação reforçou que todos os clubes já tinham ciência da política de custos e divisão de rendas antes do início da competição.

A entidade ainda reforçou que entidade não é impermeável, sendo feita pelos clubes, e sugestões e soluções são muito bem recebidas. Por força do Estatuto do Torcedor, no entanto, o regulamento será mantido para 2015, mas o arbitral (realizado em novembro) serve para esse momento de debate das sugestões.

A Federação reconheceu que o público não é o ideal, alavancando os prejuízos, mas diz que se esforça para resolver o problema e tornar o campeonato cada vez mais viável.

Por fim, a Ferj ressaltou que, apesar do déficit em um primeiro momento, o Campeonato destina quase R$ 6,8 milhões em premiações – R$ 3,5 milhões para o campeão, R$ 1 milhão para o vice, R$ 200 mil para cada semifinalista, R$ 1 milhão para o Campeão da Taça Guanabara (fase classificatória), R$ 400 mil para o campeão da Taça Rio (computa apenas os jogos entre os times pequenos) e R$ 100 mil para o vice.

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