Botafogo é 100% em VR, mas soma prejuízos e reclamações

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 Sem o Engenhão, interditado pela Prefeitura do Rio desde o dia 26 de março por causa de problemas na cobertura, o Botafogo adotou o Raulino de Oliveira como casa. Em campo, o time tem uma campanha de 100% de aproveitamento, com 9 vitórias. Porém, nem mesmo o retrospecto irretocável deixa o Alvinegro satisfeito. Pelo contrário. Dirigentes, atletas e comissão técnica reclamam do cansaço das frequentes viagens, além do prejuízo acumulado – cerca de R$ 18 mil por jogo.

A principal queixa dos atletas é o desgaste gerado por conta das frequentes viagens, mas não é a única. A qualidade do gramado do Raulino de Oliveira por muitas vezes foi alvo da insatisfação de jogadores e, principalmente, do técnico Oswaldo de Oliveira. Durante o Campeonato Carioca, o campo se apresentava em condições precárias, o que mudou para os confrontos deste Campeonato Brasileiro.

“Nem deveria falar isso publicamente, mas meu time já está calejado e tem jogado bem em Volta Redonda. Mas no aspecto geral não posso abandonar a ideia de que uma cidade como o Rio, com quatro grandes clubes na Série A, não pode prescindir de ter o seu estádio, seja ele o Maracanã ou o Engenhão. É uma coisa que beira o absurdo”, disse o técnico Oswaldo de Oliveira.

Além do cansaço, as viagens geram custos com ônibus, hospedagem em hotel e aluguel do estádio Raulino de Oliveira. Por outro lado, a torcida não comparece em grande número às arquibancadas, o que não compensa os gastos. Assim, o Botafogo tem prejuízo médio de R$ 18 mil por cada jogo realizado em Volta Redonda.

Assim, nem mesmo o retrospecto de 100% de aproveitamento manterá o time de General Severiano em Volta Redonda. Isso porque o Maracanã deverá ser utilizado por Flamengo, Fluminense e Botafogo após a Copa das Confederações. Desta forma, o Alvinegro não teria mais a necessidade de viajar para jogar em casa, além de ter um gramado de qualidade à disposição.

Mas a situação não é tão simples. Para jogar no Maracanã, as equipes terão que entrar em acordo com o consórcio que administra o estádio. Flamengo e Fluminense negociam um contrato de 35 anos de duração, enquanto o Botafogo quer um vínculo de 2 anos, já que o Engenhão ficará interditado até 2015 para a realização de obras emergenciais.

O Botafogo pressiona a Odebrecht que, além de fazer parte do consórcio do Maracanã, foi uma das empresas responsáveis pela construção do Engenhão. O clube alvinegro quer fechar um acordo barato, que o ajude a sair da crise financeira vivida desde que perdeu sua casa. A companhia já sinalizou positivamente, mas ainda faltam detalhes para fechar contrato.

Fonte: UOL

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