Mesmo com pouco tempo de existência, o Engenhão já entrou na história do Fluminense como palco de um título brasileiro do clube. Mas o estádio não deve ser palco de mais nada para o time enquanto uma rusga entre a diretoria tricolor e o Botafogo não for resolvida. E quem avisa é o próprio mandatário botafoguense, Carlos Eduardo Pereira.

“Não tem conversa. Enquanto presidente do Fluminense não se retratar das ofensas, não tem conversa. O Fluminense vai jogar onde a diretoria achar que deve, mas no nosso estádio não joga”, disse o presidente do Botafogo em entrevista ao Bate-Bola.

Todo o problema começou em uma entrevista do mandatário tricolor ao jornal “Extra”. Peter Siemsen afirmou que o Botafogo está “alinhado” com a Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) e que para o Alvinegro parece “conveniente” apoiar as medidas da Federação de reduzir e estabelecer um preço fixo dos custos operacionais do principal estádio do futebol carioca para “talvez ter uma conta bancária mais alta”.

A resposta botafoguense foi quase que imediata em nota oficial. Carlos Eduardo Pereira repudiou as palavras do presidente rival e disparou: “As levianas declarações que nos foram lançadas demonstram, claramente, a postura oportunista do Fluminense, pseudo engajado com os problemas, mas, de fato, desagregador e irresponsável. A alegação de que o Botafogo se posiciona em troca de dinheiro é mentirosa e inaceitável”.

Nesta quinta-feira, o presidente do Botafogo voltou a falar sobre o caso e avisou que jamais estará do mesmo lado do Fluminense em qualquer discussão – como na que o clube tricolor trava com a Federação Carioca.

“Com o Fluminense não tem composição possível porque o presidente foi extremamente infeliz ao dizer que a posição do Botafogo poderia estar ligada a algum interesse financeiro. As relações com Vasco e Flamengo são as mais cordiais possíveis e necessárias para que se chegue ao diálogo. Claro que num momento de necessidade de posicionamento, o Botafogo indiscutivelmente vai se posicionar do lado oposto ao do Fluminense. Mas volto a dizer que nossa posição é pelo relacionamento normal”, disse Carlos Eduardo Pereira.

O cartola manteve o discurso durante toda a entrevista e defendeu hajam conversas para se resolver todos os problemas entre clubes e federação carioca. E pediu para que os interesses individuais de cada um sejam colocados de lado em nome de um campeonato estadual mais forte.

“As demandas individuais não podem se sobrepor as demandas do conjunto. As propostas precisam contemplar as necessidades dos clubes de menor investimento. Isso é fundamental. A gente já viu o Macaé, Volta Redonda, Madureira, com campanhas interessantes. E isso é importante para o equilíbrio do campeonato. Não adianta o afastamento da dupla Fla-Flu. Gostaria muito que pudéssemos sentar, analisar os modelos e ideias visando um campeonato mais forte”, disse.

Fonte: ESPN.com.br