O Conselho Deliberativo do Botafogo se reuniu na noite da última quinta-feira, na sede de General Severiano, e aprovou o orçamento de 2019 que prevê superávit de R$ 72.199.773,00. Apenas sete conselheiros votaram contra os números do documento.

Foi travado durante a reunião do Deliberativo um forte debate questionando o amparo das receitas previstas no orçamento proposto com a realidade do Botafogo. Principalmente na previsão elevada de venda de jogadores neste 2019 – R$ 40 milhões -, o que, no senso comum interno, não deve ocorrer.

Foram consideradas como premissas para efeito do orçamento, no que diz respeito ao desempenho do futebol do Botafogo nesta temporada: chegar pelo menos na semifinal do Campeonato Carioca, alcançar no mínimo o oitavo lugar no Campeonato Brasileiro, além de ao menos avançar até as oitavas de final da Copa do Brasil e da Sul-Americana.

No documento, englobando Companhia Botafogo e Botafogo de Futebol e Regatas, o orçamento de 2019 aponta R$ 251.683.492,00 de receita, de despesas gerais em R$ 133.657.087,00 e deduções de R$ 45.826.631,00. No último dia 17 o LANCE! destrinchou todos os números do orçamento do clube – clique aqui para relembrar.Plano de metas e novos vices são aprovados

Outros temas também foram levados para votação nesta reunião do Conselho Deliberativo. Um foi o Plano de Metas elaborado pela diretoria do Botafogo para 2019, aprovado por maioria. O clube planeja vaga na Libertadores 2020, além de ficar entre os cinco primeiros no ranking CBF – clique aqui e relembre reportagem do LANCE! destrinchando o documento.

Dentre outros pontos, o Botafogo planeja em 2019 gerar receitas de no mínimo R$ 16 milhões com patrocínios no uniforme de futebol, R$ 40 milhões com vendas de jogadores, R$ 6 milhões com o programa de sócio-torcedor, além de R$ 4 milhões com projetos incentivados para o centro de treinamento do clube.

Por 45 a 10 em ambos os casos, também foram eleitos na reunião do Conselho Deliberativo para a vice-presidência comercial Ricardo Rotenberg e para a vice institucional Paulo Mendes, ex-vice geral do ex-presidente Maurício Assumpção e conhecido como homem da confiança dos irmãos Moreira Salles.

Estas indicações de nomes para as novas vice-presidências foram feitas pelo presidente Nelson Mufarrej nas últimas semanas, mas pelo estatuto do Botafogo se faz necessário a aprovação pelo Conselho.

Discordâncias na reunião

Algumas discordâncias também foram levantadas durante a reunião do Deliberativo. Atas dos encontros anteriores também foram aprovadas, mas com um voto contra: do vice executivo Luis Fernando. Na abertura da reunião do Code surgiu uma discordância entre ele e o atual vice geral Carlos Eduardo Pereira por uma diferença orçamentária de R$ 17 milhões relativa a 2017. Também vale destacar que o conselheiro Godinho foi o único membro do Conselho Fiscal que votou contra o orçamento.

Fonte: Terra