A situação do Botafogo é delicadíssima. Não só pelo fator esportivo, no qual necessita de conquistas de expressão há alguns anos, mas pelo financeiro. O aperto no calo não é novidade e, com a eliminação na última quinta, uma não entrada de dinheiro esperada no orçamento de 2019 complicou ainda mais.

Por falar no orçamento, que prevê um superávit de R$ 72.199.773,00 e foi aprovado pelo Conselho Deliberativo do Botafogo no fim de janeiro, nele consta uma expectativa de avanço até as oitavas de final da Copa do Brasil, ao menos – o que renderia mais aguardados 4,4 milhões de premiação.

Ao todo, o Alvinegro recebeu R$ 3,75 milhões com a Copa do Brasil. Na Copa Sul-Americana, com o avanço garantido à segunda fase, o clube embolsou 300 mil dólares (R$ 1,13 milhão). E, até junho, a tendência é que o caminhar financeiro siga trôpego, com constantes salários atrasados e à espera da segunda fase do torneio continental – apenas em maio.

Por que junho? Com a nova política de quitações do Grupo Globo, o Botafogo só passará a receber cota relacionada à audiência, a ser paga em seis parcelas, a partir de junho. Já a parte relacionada ao posicionamento do clube no Brasileirão, em cota única, só será paga em dezembro, após a competição. 

Neste momento, o Botafogo deve direitos de imagem e a parte da CLT ao elenco. Funcionários também não estão com os pagamentos em dia. Por isso, o Alvinegro corre para anunciar o patrocinador máster até o início do Brasileiro – nesta semana, cabe destacar, houve um acerto de patrocínio para ocupar o omoplata da camisa, cujos valores não foram revelados.

No primeiro momento, após entrar em um acordo com Zé Ricardo pela demissão, o Botafogo terá que procurar um novo comandante que possa juntar os cacos após duas eliminações traumáticas e que revigore o plantel no quesito anímico. A estreia do Brasileiro está marcada para o dia 27, contra o São Paulo, fora de casa. E a pressão tende a ser barulhenta até lá.

Fonte: Terra